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Política

PM: “Afinal, havia mesmo alternativa à austeridade”

José Carlos Carvalho

O primeiro-ministro iniciou o debate quinzenal desta quarta-feira na Assembleia da República com uma intervenção sobre o crescimento económico. Pedro Passos Coelho contrapõe e diz que Costa tem uma "versão idílica" do país

António Costa começou por elencar vários dados económicos – do crescimento da economia, ao desemprego ou confiança dos consumidores – para concluir que a realidade "impôs-se ao pessimismo" e que "afinal havia mesmo alternativa à austeridade da anterior maioria", segundo declarou no arranque do debate quinzenal desta quarta-feira na Assembleia da República. "Era aritmética e politicamente possível cumprir todos os nossos compromissos", concluiu o primeiro-ministro.

"No quarto trimestre de 2016, Portugal registou um crescimento homólogo de 2%, acima da média da zona euro e do conjunto da União Europeia; a taxa de desemprego baixou em dezembro de 2016 para 10,2%, com uma criação líquida de 118.000 postos de trabalho durante o ano de 2016", enumerou António Costa.

Os resultados da economia devem ser uma "oportunidade" para "resolver os problemas estruturais que têm limitado a capacidade de crescimento do país", afirmou António Costa.

Ao retrato traçado pelo primeiro-ministro, o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, contrapõe, realçando que a dívida pública cresceu em rácio do PIB e que o saldo estrutural não melhorou. E quanto à melhoria da balança externa, acrescentou, "não melhorou por causa do Governo, o Governo deu um contributo negativo".

E sobre "aquilo que é apresentado como um bom resultado do emprego", apontou, "é um eco do que já aconteceu" e não um resultado do Governo. "O Governo não está a fazer nada do que é importante para melhorar em termos estruturais", apontou Passos Coelho.

Para além dos indicadores económicos, a intervenção inicial de António Costa focou-se no que o primeiro-ministro definiu como os "dois objetivos centrais para o nosso modelo de desenvolvimento" - a inovação e a qualificação.

"Para promover a inovação é fundamental a cooperação entre as empresas e as entidades do sistema científico e tecnológico", defendeu. "A chave para o nosso futuro está na inovação, e a primeira condição para a inovação é a qualificação dos nosso recursos humanos."

[notícia atualizada às 11h37]