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Política

Cristas desafia PS a aprovar aumento da licença parental

José Carlos Carvalho

Durante o debate quinzenal no Parlamento e aproveitando o Dia da Mulher que hoje se assinala, a líder centrista revelou que o seu partido voltará a apresentar iniciativas como “as que têm a ver com o equilíbrio dos papéis entre o pai e a mãe, o homem e mulher, e o aumento da licença parental para os pais”

A presidente do CDS desafia o PS a aprovar uma proposta de aumento da licença parental para os pais, que os centristas voltarão a apresentar no Parlamento.

"Gostava de saber, senhor primeiro-ministro, hoje no Dia da Mulher, se é desta que vamos poder ter propostas apresentadas pelo CDS aceites e votadas favoravelmente nesta câmara, porque todas as matérias que apresentámos aqui anteriormente foram chumbadas com o voto do PS", começou por desafiar Assunção Cristas, durante o debate quinzenal no Parlamento.

A líder centrista revelou que os centristas voltarão a apresentar algumas dessas iniciativas, como "as que têm a ver com o equilíbrio dos papéis entre o pai e a mãe, o homem e mulher, e o aumento da licença parental para os pais".

Na resposta, António Costa insistiu que enquanto chefe do Governo não responde pelo grupo parlamentar do PS, que tem autonomia.

O debate entre Cristas e Costa foi dominado por temas económico-financeiros, com a presidente do CDS a voltar a acusar o primeiro-ministro de liderar um Governo que diminuiu em 10% o investimento público e também o privado, fruto da falta de confiança que projeta nos investidores, o que também se reflete no aumento dos juros da dívida.

O chefe do executivo e a líder centrista esgrimiram argumentos sobretudo sobre a questão do investimento privado, com Cristas a assegurar que diminuiu e Costa a garantir que aumentou, ambos dizendo-se apoiados em dados do Instituto Nacional de Estatística.

"É o INE que está errado?", questionou a presidente do CDS.

Cristas referiu-se ainda aos dados da dívida, em comparação com Espanha, onde continua a governar a direita do PP.

"O que aconteceu em Portugal que não aconteceu em Espanha? Um Governo, seu, apoiado nas esquerdas radicais, que não dá confiança", disse.