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CGD. Moisés Ferreira é escolha do BE para nova comissão

Além de Moisés Ferreira, o BE voltou a escolher como suplementes para a nova comissão de inquérito à CGD os deputados Mariana Mortágua e Paulino Ascensão

O BE indicou esta quarta-feira o deputado Moisés Ferreira para a nova comissão de inquérito parlamentar sobre a Caixa Geral de Depósitos (CGD) proposta de forma potestativa pelo PSD e CDS-PP, disse à Lusa fonte do partido.

Segundo a fonte, para a nova comissão de inquérito o BE escolheu exatamente os mesmos nomes da primeira comissão parlamentar de inquérito sobre o banco público, repetindo, além de Moisés Ferreira, os suplentes, que serão de novo Mariana Mortágua e Paulino Ascensão.

Moisés Ferreira integrou o grupo redator do programa económico do Bloco de Esquerda nas legislativas de 2015 e o grupo de negociações dos acordos que permitiram a viabilização do atual Governo liderado pelo PS.

O PS indicou três vice-presidentes da sua bancada para a nova comissão de inquérito parlamentar sobre a CGD, sendo João Paulo Correia o coordenador dos deputados do PS nesta comissão parlamentar de inquérito, que contará ainda com a presença do porta-voz do partido, João Galamba, e do "vice" Filipe Neto Brandão.

Pelo CDS-PP, os nomes indicados são o do deputado e porta-voz do partido João Almeida e o de António Carlos Monteiro. Vânia Dias da Silva indicada como suplente.

A nova comissão de inquérito, que vai apreciar a atuação do Governo na nomeação e demissão da anterior administração da CGD, vai tomar posse no próximo dia 14.

Em conferência de líderes realizada no passado dia 1, o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, deu conta da admissibilidade da iniciativa pedida potestativamente por PSD e CDS-PP, tendo sido fixado o dia de hoje como data limite para os partidos indicarem os seus representantes.

Atualmente, está em funcionamento uma comissão de inquérito, constituída ainda na anterior sessão legislativa, que se debruça sobre a gestão da CGD desde o ano 2000 e sobre os motivos que estão na origem da necessidade de recapitalização do banco público.

Este objeto tem sido invocado pela esquerda parlamentar para inviabilizar alguns pedidos do PSD e CDS-PP de audições e diligências, como a troca de comunicações entre o ministro das Finanças, Mário Centeno, e o anterior administrador da CGD, António Domingues.

Por esse motivo, PSD e CDS-PP apresentaram um requerimento para a criação de uma nova comissão e que pede, de forma potestativa (obrigatória), que este segundo inquérito se dirija "à atuação do XXI Governo Constitucional no que se relaciona com a nomeação e a demissão da administração do dr António Domingues".