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Política

Ministro diz que 2016 marcou “ponto de viragem” na Saúde

“As taxas moderadoras estavam a ser um agente de barreira e acesso ao Serviço Nacional de Saúde, sobretudo aos mais pobres”, diz Adalberto Campos Fernandes

O Ministro da Saúde considera que 2016 marcou "um ponto de viragem" no Serviço Nacional de Saúde e que o estudo apresentado esta terça-feira prova que as taxas moderadoras estavam a ser uma barreira no acesso à saúde.

"O mais importante sinalizar é que 2016 foi um ponto de viragem. Mais uma vez se comprovou que as taxas moderadoras estavam a ser um agente de barreira e acesso ao SNS [Serviço Nacional de Saúde], sobretudo aos mais pobres", diz Adalberto Campos Fernandes.

O ministro, que falava à saída da apresentação do estudo sobre sustentabilidade na saúde desenvolvido pela Nova Information Management School (Nova IMS), da Universidade Nova de Lisboa, sublinha ainda que 2016 foi o ano em que mais portugueses procuraram o SNS.

Segundo o estudo, apresentado esta manhã no Centro Cultural de Belém, o SNS está mais sustentável, o financiamento no sector aumentou em 2016 e a despesa cresceu menos do que tinha acontecido em 2015.

De acordo com o trabalho da Nova IMS, em 2015 o financiamento do SNS fixou-se em 8,65 mil milhões de euros (mais 0,4%) e no ano passado este valor subiu 3,1% para os 8,93 mil milhões de euros.

Já a despesa, que tinha crescido 1,7% para os 9,03 mil milhões de euros em 2015, no ano passado subiu menos, atingindo os 9,13 mil milhões de euros (mais 1,2%), o que contribuiu para aumentar o índice de sustentabilidade do SNS (passou de 100.2 para 102.2).