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Marcelo: “Estamos todos a trabalhar" para “estabilizar e consolidar o sistema financeiro”

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Presidente da República não quis comentar se o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, deve ou não continuar à frente da instituição, mas alertou para a necessidade de o país ter uma banca forte

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, continua a não fazer comentários sobre se o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, deve ou não permanecer à frente daquela instituição. "É bom termos banca forte, instituições financeiras fortes, um sistema financeiro forte, consolidado (...) Continuamos a fazer tudo no sentido de estabilizar e consolidar o sistema financeiro. É nisso que estamos todos a trabalhar, e a trabalhar bem.Tudo o resto, com o devido respeito, é menos importante que esse desígnio nacional", disse esta segunda-feira durante a visita ao Salão Internacional do Sector Alimentar e Bebidas (SISAB), em Lisboa.

Aliás, disse mesmo que não ia entrar em pormenores sobre esse tema, optando apenas por destacar a importância das exportações para atingir essa consolidação e estabilização do sistema financeiro nacional e ainda para o crescimento económico do país. "Temos de crescer e para crescermos acima dos 2% temos de exportar (...). A promoção das exportações é essencial para Portugal", disse ainda.

Marcelo Rebelo de Sousa destacou ainda, no seguimento da necessidade de Portugal ter instituições financeiras fortes, que está "muito confiante" em relação ao próximo passo a tomar na Caixa Geral de Depósitos (CGD), ou seja, a recapitalização.

A demissão do governador do Banco de Portugal foi pedida, nos últimos dias, pelo BE e pelo PCP, mas afastada pelo primeiro-ministro, António Costa. Em causa está a reportagem da SIC sobre o caso BES, chamada "Assalto ao Castelo", que questiona a ação do Banco de Portugal e do próprio Carlos Costa no processo que levou à falência e ao consequente resgate da empresa liderada por Ricardo Salgado.

Na reportagem conta-se que alguns técnicos do BdP sugeriram o afastamento do presidente do banco logo no final de 2013, mas que nada foi feito, sendo que o resgate ao BES só aconteceu em agosto de 2014.

Segundo avançou o Expresso, Carlos Costa enviou esta segunda-feira uma carta à presidente da comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa (COFAP), Teresa Leal Coelho, pedindo para prestar esclarecimentos sobre o seu papel e do Banco de Portugal no caso BES. "Há um conjunto de acusações à supervisão que distorcem aquilo que é a realidade do que se passou", escreveu na carta.