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Carlos César critica PSD e CDS e aguarda “cabimento constitucional” da nova CPI

JOÃO RELVAS / Lusa

Líder parlamentar do PS diz não haver dúvidas de que a direita se “limita a olhar para trás, porque a cegueira partidária não lhes permite olhar em frente”

O líder parlamentar do PS acusa PSD e CDS de "cegueira partidária" e de não olharem em frente, aguardando para ver o "cabimento constitucional" da nova comissão de inquérito em torno da Caixa Geral de Depósitos (CGD).

"O PSD e o CDS não sabem mais o que fazer para azedar a política e aborrecer os portugueses. Acusam o presidente da Assembleia da República, o PS e os partidos à esquerda de impedir os trabalhos de uma comissão parlamentar de inquérito e criam mais outra. No caso do presidente do Parlamento aceitar a constituição da comissão, veremos que diligências serão propostas e qual o seu cabimento constitucional e legal", vinca Carlos César.

O presidente do grupo parlamentar do PS falava esta tarde à agência Lusa após ter sido conhecido o objeto da nova comissão de inquérito pedida por PSD e CDS. César diz que não restam dúvidas de que a direita se "limita a olhar para trás, porque a cegueira partidária não lhes permite olhar em frente".

PSD e CDS haviam sublinhado antes que parte da função dos deputados passa por escrutinar o Governo e que uma nova comissão de inquérito sobre a CGD e a anterior administração é, para ambos os partidos, "inevitável". "Fazemos este trabalho de escrutínio e fiscalização da ação do Governo e, tal não é só um direito, como uma obrigação dos parlamentares, em particular dos partidos da oposição", vincou o líder parlamentar social-democrata, Luís Montenegro, em conferência de imprensa após conhecido o objeto da nova comissão de inquérito proposta por PSD e CDS.

Depois, o líder da bancada centrista Nuno Magalhães definiu esta comissão de inquérito como "essencial e inevitável" para a "descoberta da verdade" em torno da contratação e respetiva gestão da anterior administração da Caixa, liderada por António Domingues, e das suas relações com o executivo.

O objeto da nova comissão de inquérito será apreciar a contratação, gestão e saída do anterior presidente do banco, António Domingues. De acordo com o requerimento apresentado esta sexta-feira, são três as alíneas que os deputados querem ver esclarecidas, todas em torno da anterior administração da CGD, sem referência direta às comunicações entre António Domingues e o ministro das Finanças Mário Centeno.