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PSD: “Portugal tem um Governo sem visão de futuro”

JOÃO RELVAS / Lusa

Os sociais-democratas acusam o Governo de fazer o país “parar” ou “andar para trás”, questionando qual é “o caminho que aponta para o futuro”. O ministro-adjunto reage: “O PSD em nada percebeu o mal que fez ao país e por que razão hoje está na oposição”

O PSD acusa o atual Governo de “inação”, quase um ano e meio desde o início da governação. “Portugal já percebeu que tem um Governo sem visão de futuro”, disse o deputado do PSD Hugo Soares esta quinta-feira, numa interpelação ao Governo, em sessão plenária, na Assembleia da República, confrontando o atual Executivo com o legado de reformas estruturais deixadas pelo anterior Governo PSD/CDS e o acesso aos serviços públicos.

"O país parou e quando não está parado anda para trás. Chamamos, por isso, hoje o Governo ao Parlamento para perguntar: Que reforma, que medida estrutural, que caminho apontam para o futuro? Que ideia de futuro têm para Portugal?", questionou o deputado. "Ao imobilismo e incapacidade reformista, o Governo do PS, PCP e BE soma o situacionismo."

Hugo Soares considera ainda que, em Portugal, "há os que só querem voltar para trás, que só pensam na sua sobrevivência, que não têm projeto de futuro". E acrescenta: " São o governo das esquerdas, que perderam as eleições." O deputado social democrata defendeu ainda que o "único projeto" do atual Executivo é "não permitir um Governo PSD, mesmo que este tivesse sido desejado pelos portugueses".

O ministro-adjunto Eduardo Cabrita reagiu, afirmando que a intervenção do PSD "foi um dos piores momentos da RTP Memória". E acrescentou que "o PSD em nada percebeu o mal que fez ao país e por que razão hoje está na oposição".

"Para nós, a reforma do Estado tem dois pilares essenciais: a simplificação e modernização administrativa e a descentralização", afirmou Eduardo Cabrita, falando das medidas do Simplex, como o preenchimento eletrónico do IRS ou a renovação da carta de condução.

"Não é aceitável que as autarquias locais sejam responsáveis pela gestão de 14% da receitas públicas e por 46% do investimento público", disse o ministro, sobre a descentralização, sublinhando a importância do "espírito de convergência alargada" em torno desta matéria.

O ministro-adjunto fez ainda referência aos 750 mil cidadãos sem médicos de família, como "um número que não nos deixa satisfeitos mas que é o mais baixo de sempre", para além de ter ainda elencado o "alargamento dos contratos locais de segurança e a generalização de programas de policiamento de proximidade" e "grande programa de requalificação de escolas básicas e secundárias em cooperação estreita com as autarquias locais".

"A defesa de serviços públicos de qualidade, a acessibilidade com igualdade aos serviços públicos, a simplificação administrativa e a modernização de procedimentos, a elinação de atos inúteis e a descentralização adminsitativa são peças nucleares de um processo de profundo reforma do Estado", conclui Eduardo Cabrita.

O debate que está a decorrer esta quinta-feira no Parlamento sobre reformas estruturais e acesso a serviços públicos resulta de uma interpelação do PSD ao Governo.

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