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Costa: “Mais importante que o excecional défice foi ter devolvido a esperança”

MARCOS BORGA

Primeiro-ministro afirmou que foi possível “devolver ao país algo de valor incalculável: a esperança e confiança no futuro de Portugal”

O primeiro-ministro sublinhou esta quarta-feira que "mais importante" que o "excecional défice" atingido em 2016 foi o devolver da "esperança e confiança no futuro de Portugal" aos cidadãos, algo de "valor incalculável".

"Mais importante que o excecional défice de 2016, que o crescimento, o emprego, as exportações, foi ter sido possível devolver ao país algo de valor incalculável: a esperança e confiança no futuro de Portugal", declarou António Costa, no debate quinzenal no Parlamento.

Costa respondia a perguntas do deputado do PS João Paulo Correia, e não perdeu oportunidade para criticar a "arrogância" do PSD quer na anterior governação quer na atual situação de oposição, "dividindo o país, fraturando consensos nacionais, quebrando o diálogo social, a esperança e a expectativa face ao futuro".

Depois, o líder do executivo declarou que o PSD quer agora, depois de falhar as suas previsões sobre o rumo económico e financeiro do Governo e do país, "espiolhar" as mensagens de telemóvel trocadas entre o ministro das Finanças e o anterior presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD) António Domingues.

"Depois de falharem tudo só lhes resta uma coisa: querem espiolhar as SMS de um ministro com um anterior administrador de um banco. É mesmo o grau zero da política, ter de chegar à bisbilhotice", frisou.

Em seguida, e questionado pela deputada socialista Susana Amador sobre a descentralização, o governante afiançou que esse é um desígnio central do Programa Nacional de Reformas, e advogou ser necessária uma "confiança efetiva" nos autarcas, mais a mais em ano de eleições locais.

"É preciso dotar os autarcas que serão eleitos em outubro próximo com mais competências, mais recursos, para podermos ter todos um Estado mais eficiente ao serviço do desenvolvimento", disse o primeiro-ministro.

[Texto acrescentado às 16h45]