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CGD. Jerónimo questiona objetivos da nova comissão de inquérito

ANTÓNIO PEDRO SANTOS / Lusa

“O PSD estará mesmo interessado na transparência?”, pergunta o líder comunista

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, reiterou esta terça-feira que o partido não se opõe à criação de uma nova comissão de inquérito sobre a Caixa Geral de Depósitos, mas questiona os objetivos da direita parlamentar.

"Esse direito democrático e constitucional deve ser salvaguardado", disse Jerónimo de Sousa, na Lousã, após o PSD e o CDS-PP terem defendido, na sexta-feira, a constituição na Assembleia da República de uma segunda comissão de inquérito ao processo da Caixa Geral de Depósitos (CGD).

Sem oposição do PCP, a iniciativa desses dois partidos poderá avançar desde que seja "no respeito da Constituição e da lei", sublinhou.

O líder comunista falava aos jornalistas nos arredores da Lousã, no distrito de Coimbra, durante um encontro com compartes, sapadores florestais e conselho diretivo dos Baldios dos Lugares da Extinta Freguesia de Vilarinho, junto ao Centro de Meios Aéreos da Chã do Freixo, cujo programa incluiu uma visita a um povoamento florestal jovem de pinheiro-bravo, carvalho e sobreiro.

"O PSD estará mesmo interessado na transparência", questionou.
Jerónimo de Sousa perguntou ainda se o objetivo dos partidos à direita do PS não será porem "em causa a CGD pública, visando a sua privatização".

O PSD e o CDS-PP manifestaram a intenção de avançar com o direito potestativo (obrigatório) de criação de uma segunda comissão de inquérito à Caixa, depois de a esquerda parlamentar ter inviabilizado a análise das comunicações trocadas entre o ministro das Finanças, Mário Centeno, e o anterior presidente do banco público, António Domingues, para que este aceitasse dirigir a administração da CGD.