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Política

Marcelo Rebelo de Sousa apela a “mais um passo no sentido da descentralização”

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa discursa na inauguração do Centro de Inovação e Logística de Valença na Escola Superior de Ciências Empresariais de Valença do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, Urgeira.

ARMÉNIO BELO/LUSA

O Presidente da República espera para breve avanços na descentralização do país e desafia os partidos políticos a tentarem o melhor acordo sobre este processo

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, manifestou-se este sábado confiante no avanço, nos próximos tempos, da descentralização do país, apesar de reconhecer a complexidade do processo. “Continuo confiante. Sei que é difícil. Como é complexa, ainda, a convergência cabal em torno de certas facetas da descentralização, mas seria positivo que nas próximas semanas e meses o país pudesse dar mais um passo no sentido da descentralização”, afirmou o chefe de Estado, em Valença.

Marcelo Rebelo de Sousa desafiou os partidos políticos a tentarem o melhor acordo sobre este processo, dando os passos possíveis. “Um, dois ou três, os que fossem possíveis. Eu sou muito paciente. E disse no meu discurso de tomada de posse que, muitas vezes não é possível o ótimo, mas então tentemos o razoável, para já não dizer o bom. E aqui o bom é mesmo o razoável. É conseguir um acordo relativamente a um, ou dois ou três pontos no caminho da descentralização. Se isso for possível é bom para todos os portugueses”, afirmou.

O Presidente da República, que discursava durante inauguração do Centro de Inovação e Logística de Valença (CILV), que integra o novo campus académico da Escola Superior de Ciências Empresariais do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), sublinhou o “contributo” dos Institutos Politécnicos para a descentralização do país “antes da sua concretização no plano jurídico e político”.

Na quinta-feira, o Conselho de Ministros aprovou a proposta de descentralização de competências para as autarquias e entidades intermunicipais, que vão passar a gerir áreas como a educação, saúde, ação social e áreas portuárias.