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Catarina Martins acusa PSD e CDS de andarem “entretidos com SMS”

Tiago Petinga / Lusa

Sobre a CGD, a coordenadora do BE diz que ambos os partidos “ficaram sem nada para dizer ao país”

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, acusou esta sexta-feira PSD e CDS-PP de nada terem a dizer ao país e, no que refere à Caixa Geral de Depósitos, andarem "entretidos com SMS" (mensagens de telemóvel).

"PSD e CDS ficaram sem nada para dizer ao país e estão entretidos com SMS", disse Catarina Martins aos jornalistas em declarações na sede do Bloco, em Lisboa, no final de um encontro com o candidato socialista à Presidência da República francesa, Benoît Hamon.

Para o Bloco, sustentou a sua líder, há "coisas mais importantes" para falar sobre a CGD, nomeadamente sobre o seu papel na dinamização da economia, e a questão da transparência da administração está fechada e teve papel decisivo do partido no parlamento.

"Resolvemos o problema o ano passado. Está fechado, encerrado", concretizou Catarina Martins.

A líder bloquista não comentou a criação de uma nova comissão parlamentar de inquérito sobre a Caixa por não conhecer "documento" que justifique e oriente esses futuros trabalhos.

PSD e CDS-PP anunciaram que vão propor uma nova comissão parlamentar de inquérito sobre o envolvimento do ministro das Finanças, Mário Centeno, na polémica da CGD.

Essa futura comissão averiguará o período desde a negociação para a nomeação da anterior administração de António Domingues, até à demissão do gestor, na sequência da controvérsia com a entrega das declarações de rendimentos e património ao Tribunal Constitucional.

"Não vou comentar uma coisa que não se conhece, não se percebe, não li nenhum documento ainda. Aguardaremos tranquilamente para perceber de que estão a falar" PSD e CDS, declarou Catarina Martins.

Na quarta-feira, o PS, PCP e BE opuseram-se à utilização da informação trocada entre o ministro Mário Centeno e o ex-presidente da Caixa Geral de Depósitos António Domingues, sobre as condições para que o último aceitasse o convite do Governo para liderar o banco público, o que levou à demissão do presidente da comissão de inquérito, o social-democrata José Matos Correia.

A polémica, insistiu Catarina Martins, ficou "resolvida o ano passado", quando o Governo "não teve maioria no parlamento para segurar uma exceção ao cumprimento da transparência, e o BE, com o seu voto, foi essencial" para tal.

"Essa administração da Caixa já se foi embora, esse é um problema que está resolvido", concretizou.

Esta sexta-feira foi conhecida a intenção de PSD e CDS de avançarem com a criação de uma nova comissão de inquérito.