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Carlos César: “PSD e CDS não descansam enquanto não matarem a CGD”

Marcos Borga

Líder parlamentar do PS acusa a direita de alimentar “guerra partidária” num “clima de irresponsabilidade total” com a criação de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito à CGD. Socialistas não se opõem, desde que sejam respeitadas “a lei, a Constituição e o regimento” da AR

O presidente e líder parlamentar do PS, Carlos César, acusou esta tarde o PSD e o CDS de estarem a arrastar a Caixa Geral de Depósitos para "uma guerra partidária desesperada" e que está a "desprestigiar" o banco público.

"Não descansam enquanto não matarem a CGD", defendeu, em reação ao anúncio de que os dois partidos vão avançar com a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito sobre o envolvimento do ministro das Finanças, Mário Centeno, nas polémicas relacionadas com a anterior administração da CGD.

Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, César defendeu que PSD e CDS já remeteram para segundo plano o plano de recapitalização da CGD. "Só lhes interessa o mexerico e a guerrilha partidária", lamentou, assumindo, no entanto, que o PS estará disponível para participar em todas as comissões de inquérito que "respeitem o que a lei dispõe, a Constituição e o regimento da Assembleia da República".

"A lei não se aplica por conveniência política ou guerra partidária", prosseguiu, garantindo que "tudo o que conflitue" com a lei, a Constituição e o regimento da AR "não será aceite" pelos socialistas. "Se essa nova comissão de inquérito cumprir todos esses requisitos o PS não se opõe. Nem se poderia opor", disse, recordando que os partidos têm o direito de pedir a constituição destas comissões de forma potestativa.

Sobre a comissão de inquérito atualmente em curso – criada também potestativamente, por pedido de PSD e CDS, para averiguar o processo que conduziu à necessidade de nova recapitalização do banco público –, César defendeu que "deve continuar o seu trabalho e produzir o relatório final, se PSD e CDS não desistirem de saber" o que motivou a necessidade de recapitalização da CGD.