Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

CGD: PSD deixa em aberto a sua “posição política” relativa à comissão

No dia em que José Matos Correia se demitiu da presidência da comissão de inquérito, o deputado social-democrata insistiu está a acontecer “um atropelo democrático e um boicote ao funcionamento das instituições”

O PSD vai decidir a sua posição política relativa à comissão parlamentar de inquérito à gestão da CGD, disse esta quinta-feira o deputado Hugo Soares, no dia em que José Matos Correia (PSD) se demitiu da presidência deste órgão.

"O PSD comunicou hoje ao vice-presidente [Paulo Trigo Pereira (PS), que assumiu hoje a liderança dos trabalhos da comissão de inquérito] que vai ponderar qual é a sua posição política futura face a esta comissão", afirmou aos jornalistas Hugo Soares, no final de uma reunião de mesa e coordenadores da comissão que decorreu à porta fechada.

"Já ontem [quarta-feira] dissemos que aquilo que estava a acontecer nesta comissão era um atropelo democrático e um boicote ao funcionamento das instituições. Foi isso que se veio a verificar", sublinhou o deputado social-democrata.

A reunião desta quinta-feira foi inconclusiva, pelo que foi reagendado novo encontro para terça-feira, informou o presidente em exercício da comissão, Paulo Trigo Pereira (PS).

O deputado socialista, que assumiu a liderança desta comissão após o anterior presidente, José Matos Correia (PSD), ter renunciado esta quinta-feira ao cargo, fez uma breve declaração aos jornalistas no final da reunião que demorou cerca de uma hora.

Segundo Trigo Pereira, o objetivo da reunião desta quinta-feira foi saber se havia informação sobre o novo presidente da comissão por parte dos partidos (PSD e CDS-PP) que, por terem imposto esta comissão de inquérito à Caixa Geral de Depósitos (CGD) de forma potestativa, têm o dever de nomear o seu presidente.

Como não houve uma nomeação, Trigo Pereira reagendou para a próxima terça-feira, às 15h, nova discussão sobre este assunto.

"São os partidos proponentes que têm a responsabilidade de nomear o presidente da comissão. Pela minha parte, considero que as funções que assumi serão limitadas no tempo e não vão estender-se até ao final do prazo da comissão, a 26 de março", sublinhou.