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Expresso

Política

PCP critica “campanha de achincalhamento” da direita no dossiê CGD

Ana Baião

Miguel Tiago diz que PSD e CDS estão a usar a CGD para “atacar a solução política” que deu origem ao atual Governo. Comunistas também criticam défice de 2,1%, por entenderem que cada décima adicional abaixo da meta de 3% representa “190 milhões de euros” que não foram investidos na economia

O deputado do PCP Miguel Tiago acusa PSD e CDS de estarem a promover "uma campanha de enlameamento e de achincalhamento" em torno do dossiê Caixa Geral de Depósitos, com o único objetivo de "atacar a solução política" que deu origem ao atual Governo. Durante a audição desta manhã ao ministro das Finanças Mário Centeno, na Comissão de Orçamento e Finanças, Miguel Tiago defendeu que os dois partidos da direita estão "a usar a CGD como arma de arremesso politico" e a "atacar o banco público".

Minutos depois, o também deputado comunista Paulo Sá alinhou o PCP com as críticas que a deputada bloquista Mariana Mortágua tinha já feito ao défice de 2,1% hoje anunciado por Mário Centeno, recordando que "cada décima adicional do défice" que ficou abaixo da meta de 3% imposta por Bruxelas, representa "uma margem de 190 milhões de euros" que deveria ter sido investida na economia portuguesa.

Por isso, e defendendo que existe uma correspondência entre a reposição de rendimentos suscitada por este Governo e os resultados da economia portuguesa e de redução do défice, o deputado comunista sublinhou a necessidade de "acelerar a política de redução de rendimentos".