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Política

Centeno diz que economia portuguesa está “no ponto mais sólido desde que aderimos ao Euro”

Ministro das Finanças está a ser ouvido na Comissão de Orçamento e Finanças. No discurso inaugural anunciou que o défice será de 2,1% e não fez qualquer referência às polémicas sobre as negociações com o anterior presidente da CGD para a isenção de apresentação de declarações no Tribunal Constitucional

O ministro das Finanças defendeu esta manhã, no Parlamento, que a economia portuguesa "está na melhor posição desde que aderiu ao euro". Uma tese que Mário Centeno expôs no início da audição de que está a ser alvo na Comissão de Orçamento e Finanças e que defendeu ter "apoio em resultados: crescimento económico, investimento, geração de emprego e solidez nas contas públicas".

Numa audição quer terá, seguramente, como tema central nas perguntas dos deputados do PSD e do CDS as recentes e sucessivas polémicas em torno dos compromissos assumidos por Centeno com o anterior presidente da Caixa Geral de Depósitos, o ministro das Finanças não fez, no seu discurso inicial, qualquer referência ao banco público.

Elencou "o crescimento homólogo de 1,9%" com que a economia portuguesa terminou o ano de 2016, o "crescimento anual de 1,4%" no PIB, o o facto de "estarmos a convergir com a Europa", as exportações terem registado no final do ano "uma taxa de crescimento superior a 10%" ou o desemprego estar "em mínimos desde 2009".

"Confirmou-se pois que a estratégia originalmente definida para o Orçamento do Estado de 2016 está correcta e gerou resultados", prosseguiu Centeno, revelando ainda que "o défice em 2016 será o mais baixo da história da nossa democracia e não será superior a 2,1%".

"Portugal está na melhor posição desde que aderiu ao Euro", concluiu. "Desde a adesão, Portugal esteve sob procedimento de défice excessivo entre 2005 e 2008 e desde 2009 até hoje. A saída do procedimento permitirá reforçar a confiança na nossa economia", argumentou.