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Política

PCP distancia-se de Centeno e admite “erradas decisões” do Governo na CGD

ANTÓNIO PEDRO SANTOS / Lusa

Em comunicado enviado às redações, o PCP distancia-se de Centeno e classifica a polémica em torno da CGD como uma operação do “grande capital” visando a privatização do banco público. Mas admite que na base da controvérsia estiveram “erradas decisões adoptadas pelo Governo”

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

O PCP enviou um comunicado às redações, “a propósito de aspectos suscitados sobre a intervenção do ministro das Finanças”, onde evita pronunciar-se sobre a permanência de Mário Centeno na pasta, e assume que, para si, “a questão central” da controvérsia em torno da Caixa Geral de Depósitos continua a ser “denunciar e pôr fim à operação que o PSD, o CDS e o grande capital desenvolvem contra a Caixa Geral de Depósitos visando a sua privatização”.

Os comunistas lembram que sempre se pronunciaram “pela exigência da apresentação de declaração de rendimentos por António Domingues”. E distanciam-se de qualquer outro entendimento que Mário Centeno possa ter tido do assunto: “A ter existido uma outra atitude do Ministro das Finanças ela confronta-se com a posição e a crítica do PCP”.

Sobre a permanência em funções do responsável pelas Finanças só a remissão para o que já é público: “A decisão sobre a manutenção em funções do Ministro das Finanças cabe ao Primeiro Ministro que entretanto já se pronunciou, em articulação com o Presidente da República, pela sua continuidade”.

O PCP admite, ainda assim, que o que considera “sucessivas campanhas” tenham sido “em parte animadas por erradas decisões adoptadas pelo governo”. Mas neste panorama não se desvia do que classifica como “a questão central que continua a colocar-se”: “Denunciar e pôr fim à operação que o PSD, o CDS e o grande capital desenvolvem contra a Caixa Geral de Depósitos visando a sua privatização”. E garante que “agirá, como sempre, para assegurar o controlo público da CGD e a sua colocação ao serviço do desenvolvimento nacional e para garantir a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo e do País”.