Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

PCP compara combate à precariedade à luta contra trabalho infantil no passado

“É preciso combater a precariedade laboral como no passado se combateu o trabalho infantil. O flagelo social da precariedade tem que ser combatido com grande veemência e o Estado tem que ser o primeiro a dar o exemplo”, justificou o deputado Jorge Machado

O PCP comparou esta segunda-feira o combate ao "flagelo social da precariedade" à luta contra o trabalho infantil feita "no passado", lembrando que "persistem" trabalhadores precários no setor estatal e que cabe ao Estado "dar o exemplo".

Em declarações à Lusa, o deputado do PCP à Assembleia da República Jorge Machado, a propósito de um conjunto de visita e reuniões com representantes de trabalhadores de vários setores do Estado, reconheceu que o Governo "já deu alguns passos" no combate à precariedade mas que ainda não foi o suficiente.

"É preciso combater a precariedade laboral como no passado se combateu o trabalho infantil. O flagelo social da precariedade tem que ser combatido com grande veemência e o Estado tem que ser o primeiro a dar o exemplo", afirmou aquele deputado.

Jorge Machado, que explicou que as visitas e reuniões que o PCP tem vindo a fazer no Porto pretendem "aprofundar a realidade da precariedade no distrito", reconheceu que "há grandes níveis de precariedade em alguns setores", embora tenha reconhecido alguns avanços.

"Não ignoramos que foram dados passos, nomeadamente na área da saúde, contudo há ainda muitos setores onde ainda se verifica a existência de trabalho precário, quer seja por via de empresas de outsourcing, trabalho temporário, falsos recibos verdes e utilização abusiva de contratos a termo", disse.

O deputado louvou a "iniciativa do Governo em elaborar um relatório que faça o levantamento das situações de trabalho precário", mas avisou que "não é suficiente, é preciso depois agir".

Os deputados do PCP eleitos pelo círculo do Porto à Assembleia da República reuniram esta segunda-feira com representantes de sindicatos de enfermeiros, médicos, trabalhadores da administração local, da Caixa Geral de Depósitos e da RTP.

"O conjunto destes sindicatos e representantes de trabalhadores deu nota que a precariedade continua a persistir no setor do Estado. Agora com conhecimento de casos concretos podemos intervir melhor a nível parlamentar na luta contra a precariedade laboral", explicou.