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Política

CGD: Centeno presta esclarecimentos às 17h30

Nova comissão de inquérito deveria apurar cabalmente se houve ou não entendimento prévio entre Mário Centeno (na foto) e António Domingues

Luis Barra

O ministro das Finanças convocou uma conferência de imprensa para esta segunda-feira à tarde para explicar os compromissos assumidos com António Domingues quando o administrador foi convidado para liderar o banco público

Mário Centeno convocou para esta segunda-feira, às 17h30, uma conferência de imprensa para prestar declarações sobre a polémica em torno dos compromissos assumidos com António Domingues e a sua equipa quando estes foram convidados para administrar a Caixa Geral e Depósitos.

Na passada quarta-feira, foi revelado, através de uma carta publicada pelo jornal “ECO”, que Mário Centeno terá desobrigado António Domingues e a equipa de administradores da CGD de entregarem as declarações de rendimentos e património no Tribunal Constitucional, de acordo com a correspondência trocada entre os dois.

Nesta missiva, enviada por Domingues ao ministro das Finanças, lê-se que a desobrigação da entrega das declarações “foi uma das condições acordadas para aceitar o desafio de liderar a gestão da CGD e do mandato para convidar os restantes membros dos órgãos sociais”.

Entretanto, o CDS acusou Mário Centeno de “quebrar a verdade” perante a comissão de inquérito à Caixa Geral de Depósitos. E na quinta-feira, o deputado João Almeida defendeu que a situação poderá ter “consequências penais e políticas”. Questionado sobre o que poderia acontecer a nível da justiça, João Almeida referiu que “ao mentir à comissão de inquérito”, Centeno “pode ser acusado de perjúrio”.

Já António Costa, reafirmou a confiança no ministro das Finanças, envolvido na polémica da comissão de inquérito à Caixa Geral de Depósitos.