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António Capucho diz que “surgiu a necessidade de ceder” o lugar em Sintra

foto rui ochôa

O ex-social-democrata afirma que “surgiu a necessidade de ceder a cabeça de lista da assembleia municipal” ao CDS nas negociações da candidatura do PSD com os centristas para as autárquicas em Sintra

“Nas negociações com o CDS, surgiu a necessidade de ceder a cabeça de lista da assembleia municipal a este partido, à semelhança do que sucede na generalidade das candidaturas apoiadas pelo PSD e pelo CDS, nas quais estes assumem, respetivamente, o primeiro lugar para a Câmara e para a Assembleia”, explica António Capucho, deputado municipal em Sintra pelo movimento independente Sintrenses com Marco Almeida, numa nota divulgada na rede social Facebook.

Em janeiro, Marco Almeida, atualmente vereador da oposição em Sintra e candidato independente à autarquia pelo PSD (do qual já foi militante), informou que António Capucho, expulso do partido em 2014, iria liderar a candidatura à assembleia municipal.

Porém, a comissão política concelhia do PSD aprovou, a 7 de fevereiro, por unanimidade, “no âmbito das suas competências, a indicação do nome de António Costa Rodrigues, como cabeça de lista à Assembleia Municipal de Sintra, para as eleições autárquicas de 2017”, afirmou, em comunicado, a estrutura partidária presidida por Paula Neves.

O presidente da distrital de Lisboa do PSD, Miguel Pinto Luz, afirmou no dia 9 à Lusa que a estrutura partidária decidiu assumir “a condução do processo” das autárquicas em Sintra e que continuava “em negociações com o CDS para uma coligação”.

Miguel Pinto Luz escusou-se, na altura, a adiantar mais pormenores sobre as negociações, depois de a concelhia de Sintra do partido de Assunção Cristas ter recusado coligar-se com o PSD nas próximas autárquicas.

“De facto manifestei a minha disponibilidade para sair se isso fosse útil à candidatura de Marco Almeida, que agradeceu essa disponibilidade, e continuo a apoiar a candidatura Sintrenses com Marco Almeida, com o PSD, o CDS e também com a candidatura independente de um antigo dirigente socialista da freguesia de Queluz”, afirmou no domingo António Capucho, contactado pela Lusa.

“Não participo nas negociações, mas tanto quanto sei, quer em relação ao CDS, quer em relação ao PSD, as coisas estão fechadas no essencial. Evidentemente que há ainda detalhes a discutir, que julgo que não irão impedir a assinatura de um acordo a curto prazo”, acrescentou.

No seu entender, o antigo líder do CDS José Ribeiro e Castro seria uma “ótima escolha” para encabeçar a lista à assembleia municipal, “porque já foi presidente da Assembleia Municipal de Sintra e porque é um bom amigo do movimento Sintrenses com Marco Almeida”.

“Nos últimos tempos tem acompanhado e é assíduo nas nossas manifestações, e é alguém com bastante prestígio a nível nacional e a nível local, com experiência política bastante relevante”, frisou.

Em relação à sua continuidade com Marco Almeida, o antigo presidente da Câmara de Cascais assegurou “apoiar a candidatura e fazer campanha na medida em que for solicitado”.

Capucho referiu ter recebido a confirmação do presidente da distrital de que não houve qualquer imposição do PSD para o seu afastamento.

A comissão política nacional do PSD já aprovou a candidatura de Marco Almeida à Câmara de Sintra, depois de o seu ex-militante ter concorrido como independente em 2013, sendo derrotado pelo candidato do PS, Basílio Horta, por cerca de 1.700 votos (ambos com quatro eleitos), à frente do social-democrata Pedro Pinto (dois eleitos).

António Capucho foi expulso do PSD em fevereiro de 2014, ao fim de 40 anos de militância, depois de ter concorrido pelo Sintrenses com Marco Almeida.

da.