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Política

CDS reafirma acusações a Centeno

Luís Barra

Num comunicado enviado às redações, os centristas insistem que “mentir numa comissão de inquérito é politicamente grave e pode, inclusivamente, nos termos da lei, constituir crime. O senhor ministro das Finanças e o senhor primeiro-ministro terão de retirar as suas consequências”

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

O CDS reitera o que afirmou esta quinta-feira, em conferência de imprensa, sobre o ministro das Finanças Mário Centeno, e “repudia” as palavras do ministério que, em resposta aos centristas,os acusou de “vil tentativa de assassinato de carácter”.

Em comunicado enviado às redações, o CDS reafirma estar convicto que “o ministério das Finanças procurou ocultar as comunicações que manteve com o Dr. António Domingues e a forma inaceitável como conduziu este processo”. E que Mário Centeno “não disse a verdade. Mentir numa Comissão de Inquérito é politicamente grave e pode, inclusivamente, nos termos da lei, constituir crime. O senhor ministro das Finanças e o senhor primeiro-ministro terão de retirar as suas consequências”.

Os centristas asseguram que, ao contrário do que afirma o gabinete do ministro, não truncaram nenhum documento, nem omitiram qualquer informação. E desmontam o facto de as Finanças invocarem um critério cronológico para excluir do objeto do requerimento da comissão de inquérito as “comunicações posteriores à entrada em funções de António Domingues”, lembrando que tal requerimento “apenas tinha uma limitação cronológica inicial e nenhuma final”. Para concluir: “Sendo assim, é relevante e exigível qualquer comunicação em que se refiram as “condições colocadas para a aceitação dos convites”, independentemente do momento em que foram enviadas”.