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Câmara de Lisboa vai estudar estacionamento grátis para quem usar transportes públicos

A localização dos parques está a ser analisada. “Neste momento estão várias possibilidades em estudo, quer quanto ao preço, quer quanto a possíveis parques, e está inclusivamente a estudar-se a possibilidade de incluir alguns que já existem e são geridos por privados”, referiu o vereador comunista João Ferreira

A Câmara de Lisboa vai estudar a utilização, de forma gratuita, dos parques de estacionamento dissuasores que forem criados nas entradas da cidade e de outros já existentes, para quem usar transportes públicos para se deslocar.

Em reunião privada, o executivo camarário de maioria socialista aprovou, por unanimidade, uma proposta do PCP que solicitava a criação de parques dissuasores nas entradas de Lisboa.

O documento, apresentado no final de janeiro e só agora apreciado, visava também assegurar a utilização gratuita destas infraestruturas por quem tiver o título de transporte válido (passe carregado), mas essa parte da deliberação foi alterada e passou a estar indicado que a Câmara vai antes "avaliar essa possibilidade", explicou o vereador comunista João Ferreira no final da reunião.

Questionada pela Lusa, fonte oficial da Câmara de Lisboa realçou que o documento mereceu "a concordância" da maioria socialista (que inclui também os Cidadãos por Lisboa) e acrescentou que o estudo se deve à negociação que está a ser feita relativamente aos parques.

João Ferreira precisou que "neste momento estão várias possibilidades em estudo, quer quanto ao preço, quer quanto a possíveis parques, e está inclusivamente a estudar-se a possibilidade de incluir alguns que já existem e são geridos por privados", segundo informação transmitida na reunião pelo presidente do município, Fernando Medina.

Ainda assim, o comunista frisou que se chegou ao "consenso de que este [gratuitidade] deve ser o princípio a seguir".

"Do nosso ponto de vista, isto é positivo e, mais do que positivo, é necessário face à situação do trânsito na cidade e à entrada de milhares de veículos diariamente", concretizou.

Quanto ao prazo para realizar tal estudo, o também candidato da CDU à presidência da autarquia apontou que deve estar terminado "até à construção do parque dissuasor na Ameixoeira", com 500 lugares.

Segundo uma informação publicada no 'site' da Câmara, os trabalhos deverão estar concluídos "dentro de poucos meses".

Falando sobre a proposta do PCP, o vereador centrista, João Gonçalves Pereira, sustentou que "faz todo o sentido criar parques dissuasores, mas que sejam, preferencialmente, fora da cidade, junto a terminais de transporte".

"Temos de tentar é que o maior número possível de pessoas possa deixar o carro fora da cidade e aí a Câmara tem de articular com os outros municípios e, se for preciso, investir", sublinhou, acrescentando que, quando colocados dentro da cidade, estes parques são "menos dissuasores e aí não devem ser gratuitos".

Também António Prôa, do PSD, defendeu que a criação destes parques "deve ser uma responsabilidade partilhada com os municípios vizinhos, de onde provêm os automóveis".

Contudo, considerou que "o problema da entrada de automóveis e da mobilidade" não se resolve só com estas infraestruturas, mas sobretudo com "transportes públicos adequados".

O social-democrata considerou ainda que a proposta do PCP "não demonstra qualquer preocupação para quem vive em Lisboa", perspetivando apenas "condições vantajosas para quem vem de fora".

No encontro, foi também aprovada por unanimidade a alteração da tarifa e do horário de estacionamento no bairro do Alto do Parque Eduardo VII, freguesia das Avenidas Novas, onde falta estacionamento para moradores.

Assim, o estacionamento neste bairro - nas ruas da Artilharia I, Marquês da Fronteira, Castilho, Rodrigo da Fonseca, Francisco Manuel de Melo, Padre António Vieira, Sampaio e Pina e Marquês de Subserra - passa a ser tarifado de segunda a sexta-feira das 9h à 1h e aos sábados das 9h às 13h.