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Política

Costa: Oposição “brinca com o fogo” com dívida pública e põe em causa interesse nacional

Marcos Borga

O primeiro-ministro assegurou que “as posições conjuntas não se esgotaram” e que “há ainda muito por fazer”. “Agora ficamos a saber que quem não soube ser governo, também continua a não saber ser oposição”, disse

António Costa garantiu que as posições conjuntas com a esquerda e que “há ainda muito por fazer”. No debate quinzenal no Parlamento, esta quarta-feira, o primeiro-ministro acusou a oposição de colocar em causa “o interesse nacional” e de não saber exercer as suas funções.

“A realidade é muito dolorosa para a nova oposição. E é tão dolorosa que os leva [a oposição] a refugiar-se numa nova barricada. Não me recordo em nenhum país democrático, e seguramente em Portugal, que alguma vez a oposição tenha brincado com o fogo com a divida pública para procurar fazer oposição ao governo em funções pondo em causa o interesse nacional”, disse António Costa.

António Costa lembrou que já foi líder da oposição, como agora é Passos Coelho (PSD), e reconheceu que esse é um papel difícil para qualquer político, mas de todo o modo asseverou: “Nunca ninguém me ouviu a dizer uma palavra que perturbasse a confiança dos mercados e muito menos alguém me viu acender uma vela para que os juros da divida pública aumentassem prejudicando o interesse nacional”.

“Já sabíamos que quem não sabe ser oposição, não sabe ser governo. Agora ficamos a saber que quem não soube ser governo, também continua a não saber ser oposição”, acrescentou.

Depois, Costa falou de declarações da antiga ministra das Finanças do PSD Maria Luís Albuquerque e, embora sem dizer o nome da social-democrata, lamentou as palavras de quem dizia que“era aritmeticamente impossível” o país fechar 2016 com um défice abaixo dos 3%. “Aquilo que sabemos hoje é que o défice ficará aritmeticamente abaixo de 2,3%”, declarou.

O PSD, insistiu, “continua igual a si próprio e na oposição continua a falhar na previsão que faz do défice de outros”.