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Acordo entre Centeno e Domingues desobrigava administradores da CGD de mostrarem rendimentos

Luís Barra

A correspondência trocada entre o ex-presidente do banco e os responsáveis das Finanças revela a existência desse acordo, noticia o jornal online “ECO”

Mário Centeno desobrigou António Domingues e a equipa de administradores da Caixa Geral de Negócios de entregarem as declarações de rendimentos e património no Tribunal Constitucional, de acordo com a correspondência trocada entre os dois, enviada por Domingues à Comissão Parlamentar de Inquérito e revelada esta quarta-feira pelo jornal online “ECO”.

São onze os documentos, entre emails e uma carta, que os deputados da Comissão de Inquérito à CGD já exigiam conhecer, com a data de 15 de novembro. Nesta missiva, enviada por Domingues ao ministro das Finanças, lê-se que a desobrigação da entrega das declarações “foi uma das condições acordadas para aceitar o desafio de liderar a gestão da CGD e do mandato para convidar os restantes membros dos órgãos sociais”.

Segundo o “ECO”, da leitura da troca de correspondência entre António Domingues, Mário Centeno e o secretário de Estado das Finanças, Mourinho Félix, resulta que "houve mesmo uma discussão explícita sobre a exigência de Domingues para não entregar a declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional. E um acordo que permitiu a entrada do gestor na Caixa".