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Política

BE e PCP pedem celeridade na integração de precários do Estado

BE e PCP satisfeitos com levantamento feito pelo Governo às situações de precariedade na Administração Central e Local, mas querem urgência na correcção dos casos que sejam identificados como abuso de vínculo temporário. Bloquistas lamentam que relatório não tenha contemplado os contratos de outsorcing

O Bloco de Esquerda e o PCP reagiram esta tarde com satisfação à divulgação do relatório do Governo sobre os casos de precariedade, que identificou um universo de cerca de 116 mil trabalhadores com vínculos temporários. Os dois partidos esperam agora que o Governo ponha em marcha o plano de identificação de quais os casos de abuso no recurso a vínculos precários para o preenchimento de necessidades permanentes do Estado e pedem celeridade na correcção dessas situações.

"Este primeiro passo foi fundamental para identificar o universo de trabalhadores. E prova que a precariedade se implantou no Estado ao longo dos últimos anos. Até março será definido o modelo de integração e o BE não faltará a nenhuma chamada para que não fique ninguém para trás", reagiu o deputado José Soeiro no Parlamento.

Apesar de aplaudir a realização do levantamento, Soeiro lamentou, no entanto, que o trabalho feito pelo Governo tenha deixado de fora "os milhares de trabalhadores" que trabalham para o Estado através de contratos de outsorcing. "Não será aceitável que o Governo use um truque que as empresas usam muito e que deixe de fora pessoas que têm vínculos com empresas de trabalho temporário e que os 'alugam' ao Estado".

Pela parte do PCP, a deputada Rita Rato assumiu que o levantamento agora anunciado será um primeiro passo para corrigir situações como as de "trabalhadores que estão há 15 anos a ocupar postos de trabalho permanente" mas com vínculo precário. "Agora vamos definir o modelo para corrigir estas situações e é fundamental que se tomem medidas com a celeridade necessária para que o processo arranque até outubro", pediu a deputada, recordando que "o último processo de integração de precários no Estado ocorreu há 20 anos".