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Política

Ministro da Defesa pede estudo pós-Montijo à Força Aérea

Azeredo Lopes reconheceu esta manhã no Parlamento que “está mais consolidada a opção Montijo” como alternativa complementar ao aeroporto da Portela, em Lisboa, mas que ainda não há uma decisão definitiva. E que já pediu um estudo à Força Aérea sobre os impactos de uma eventual saída parcial

O ministro da Defesa vai pedir à Força Aérea para analisar os impactos resultantes da compatibilização entre as atividades civil e militar na Base Aérea n.º 6, no Montijo, no curto, médio e longo prazo, bem como no período de transição.

A notícia foi avançada pelo próprio Azeredo Lopes, esta manhã, durante uma audição na Comissão Parlamentar de Defesa Nacional, onde voltou a afirmar que ainda não há uma decisão final mas “está mais consolidada a opção Montijo” como infraestrutura aeroportuária complementar à do aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

Segundo uma fonte do gabinete do ministro, este estudo será “coordenado pela Força Aérea com apoio de todas as entidades pertinentes do âmbito da Defesa e exteriores à Defesa”, deverá estar concluído até ao final de abril.

A 27 de janeiro, na sua primeira declaração pública sobre este assunto, o chefe do Estado-Maior da Força Aérea disse que a coabitação civil e militar na Base do Montijo só seria viável com um número de movimentos de aeronaves civis reduzido.

“Queremos acreditar que parte do nosso dispositivo poderia coabitar com a atividade civil, enquanto o número de movimentos for reduzido. Se o número de movimentos aumentar de forma exponencial essa capacitação é capaz de estar de facto comprometida”, disse à Lusa o general Manuel Rolo.

“Em função da decisão que for tomada e também da avaliação que seja feita de forma criteriosa sobre aquilo que se espera que seja o aumento do tráfego civil no Montijo poderá ditar que a Força Aérea, mais uma vez mandatada pela Defesa Nacional, tenha que encontrar soluções para se deslocalizar definitivamente do Montijo”, acrescentou a mesma fonte.

Na Base do Montijo, uma das maiores da Força Aérea, estão as esquadras que operam os C-130 (Esquadra 501), os C-295 (Esquadra 502), os Falcon 50 (Esquadra 504), e os helicópteros EH-101 Merlin (Esquadra 751), bem como a esquadrilha de helicópteros da Marinha (om os seus cinco Lynx Mk95).