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“Se houver mais casos como o da TSU, passa a ser uma pré-crise política”

O ex-líder do PSD, Marques Mendes, disse este domingo à noite no habitual cometário no jornal da SIC, que o Governo e a geringonça saem fragilizadas com o caso da TSU

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

O ex-líder do PSD, Marques Mendes, considera que o caso do chumbo da TSU fragilizou o Governo e a gerigonça e admite mesmo que, se voltarem a haver situações semelhantes o país passa a estar num ambiente de pré-crise política.

“Se isto for um caso isolado não há consequências de maior. Mas se houver mais um caso, ou dois ou três, deixa de ser um epifenómeno e passa a ser um ambiente de pré-crise política”, disse este domingo à noite no seu habitual espaço de comentário no telejornal da SIC.

Marques Mendes referia-se, por exemplo, ao caso da passagem da gestão da Carris para a esfera da Câmara Municipal de Lisboa, uma medida aprovada pelo Governo, mas que o PCP - que faz parte da geringonça - contesta e ameaça chumbar no Parlamento.

É por isso que diz que, daqui para a frente, “o Governo vai ter de afinar as coisas com os parceiros de coligação para que isto não se repita, porque se se repetir saem os três mal na fotografia”, disse. "Esta crise deixa uma marca de alguma fragilização do Governo. O Governo foi imprudente ao não ter acautelado com os parceiros a aprovação das medidas acordadas", comentou.

Aliás, para Marques Mendes, a solução para resolver o chumbo da descida da TSU no Parlamento - mesmo estando a medida no acordo assinado com a concertação social como contrapartida ao aumento do salário mínimo nacional - não foi, de longe, a melhor.

"Foi, talvez, a solução possível para salvar o acordo de concertação social. Não é a mesma coisa. Baixar a descer a TSU significa reduzir o custo das empresas. Descer o PEC (Pagamento Especial por Conta), que é a solução aternativa...

Lone Star disposto a abdicar da garantia do Estado

Marques Mendes falou ainda do Novo Banco, como tem comentado quase todos os domingos desde que o processo de venda começou.

De acordo com o ex-líder do PSD, os norte-americanos da Lone Star - que são os concorrentes mais bem posicionados e os que estão em negociações com o Governo - estão dispostos a abdicar da exigência que tinham de que a venda tinha de ter uma garantia de Estado. Uma exigência que o Governo não estava disposto a dar.

"Ao que se diz estão disponíveis para nas próximas negociações deixarem cair a exigência de garantia do Estado. Se assim for, é mesmo uma vitória do Governo", disse.