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Passos almoçou com José Eduardo Martins. E há duas versões sobre a conversa

Líder do PSD almoçou esta quinta-feira com o antigo deputado do PSD, que está a preparar o programa do partido para Lisboa. Segundo Martins, só falaram de Lisboa e do programa; segundo outras fontes do PSD, Passos sondou-o para ser candidato a Lisboa e ouviu um não”

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

Pedro Passos Coelho almoçou esta quinta-feira com José Eduardo Martins. Há duas versões sobre o que se passou à mesa: fontes do PSD contactadas pelo Expresso asseguram que Passos sondou Martins sobre se este estaria disponível para ser o cabeça de lista do PSD à Câmara Municipal de Lisboa. O antigo deputado e secretário de Estado social-democrata terá respondido que não.

Já depois de o Expresso ter divulgado esta informação, conseguiu falar com José Eduardo Martins, com quem estava a tentar contactar - e este desmentiu que tenha havido qualquer convite. "Falámos de Lisboa e do programa, mais nada", afiançou ao final da tarde.

De acordo com as informações do Expresso, Passos Coelho terá pedido a José Eduardo Martins discrição sobre o que se passou à mesa. E continua sem ter um candidato para Lisboa. Antes do encontro com o advogado social-democrata, o líder do PSD tinha convidado José Eduardo Moniz para ser candidato, ouvindo uma recusa do consultor da TVI.

José Eduardo Martins continua a coordenar a elaboração do programa autárquico do PSD para Lisboa, a convite da concelhia do seu partido. E desde o início deste processo deixou claro que poderia ter sido o candidato do partido à capital se as coisas fossem feitas com tempo, para estruturar uma alternativa a Fernando Medina. Porém, há muito que Martins considera que esse tempo já passou. Por essa razão, ainda esta manhã, poucas horas do almoço com Passos, reafirmava na Antena 1 “estar fora de questão” ser candidato a Lisboa.

O antigo deputado tem sido bastante crítico da liderança de Passos Coelho e, em particular, da forma como tem sido conduzido desde o ano passado o processo autárquico. Na entrevista à Antena 1, considerou que a fasquia fixada por Passos para as autárquicas deste ano (ter mais câmaras que o PS) não é particularmente ambiciosa e acrescentou que, caso não seja alcançada, o presidente do PSD deve abandonar o cargo.

"Quem fixa um objetivo para o partido [PSD] e não é muito ambicioso e não o consegue, tem que seguramente refletir se foi útil à consecução desse objetivo. Por outras palavras, no lugar de Pedro Passos Coelho, se tivesse fixado esse objetivo e não o conseguisse, demitia-me”, disse o ex-secretário de Estado do Ambiente e do Desenvolvimento Regional nos governos de Durão Barroso.

(Notícia atualizada às 18h33)