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TSU: Três deputados do PSD entregam declaração de voto a defender abstenção

Marcos Borga

Os deputados sociais-democratas Pedro Roque, Maria das Mercês Borges e Carla Barros apresentaram uma declaração de voto após a cessação de vigência da descida da TSU, manifestando compreensão em relação à posição do PSD mas defendendo que poderia ter-se abstido

Três deputados do PSD, dirigentes dos Trabalhadores Sociais Democratas (TSD), apresentaram uma declaração de voto depois do chumbo da descida da TSU esta quarta-feira no Parlamento, na qual defendem que o partido poderia ter-se abstido na votação desta tarde, ainda que percebam que o PSD não deva "alinhar na 'geometria variável'" de apoio parlamentar.

"Os deputados signatários admitem que o sentido de voto da bancada do PSD também poderia ser compaginável com a viabilização do referido Decreto-Lei designadamente através de uma abstenção tendo também em consideração o apoio que este partido sempre concedeu à Concertação Social desde a sua génese", lê-se na declaração de voto entregue pelos deputados Pedro Roque, Maria das Mercês Borges e Carla Barros, a que o Expresso teve acesso.

Dada a "sensibilidade própria" que assumem ter em matéria laboral e de concertação social, enquanto membros dos TSD, os três deputados sociais-democratas dizem compreender a posição do partido. "Não compete ao PSD alinhar numa espécie de 'geometria variável' de apoio parlamentar", defendem. "Não é politicamente aceitável que PS e Governo, quando não contam com o apoio dos partidos da esquerda radical e com os quais firmaram acordos de coligação, procurem que seja o PSD, com o seu voto, a libertar medidas legislativas que a estes não agradam."

Tendo em conta o chumbo da descida da TSU para as empresas, concretizado esta quarta-feira no Parlamento, os três deputados defendem que o Governo em sede de concertação social "encete um diálogo sério e rigoroso com os parceiros sociais, procurando, por um lado, uma medida alternativa à que ora fica revogada e por outro, a celebração de um acordo de médio prazo, amplo e ambicioso, que possa incluir também verdadeiras estratégias de crescimento, competitividade e emprego."

A medida que previa fazer descer a TSU das empresas para compensar o aumento do salário mínimo foi esta quarta-feira chumbada pelo PSD, BE, PCP e Verdes, com posição favorável do PS e abstenção do CDS.