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Marcelo considera “difícil e insensato” comentar já a administração de Trump

Marcelo e o Presidente da Sérvia, Tomislav Nikolic

ANTÓNIO COTRIM / Lusa

“Estar a comentar uma nova administração cinco dias depois da tomada de posse é muito difícil”, diz o chefe de Estado

O Presidente da República diz que "é muito difícil e é mesmo insensato" estar já a fazer comentários definitivos sobre a nova administração norte-americana chefiada por Donald Trump.

Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado sobre o novo Presidente dos Estados Unidos da América durante uma conferência de imprensa conjunta com o Presidente da Sérvia, Tomislav Nikolic, que esta quarta-feira iniciou uma visita de Estado de dois dias a Portugal.

Enquanto Tomislav Nikolic manifestou expectativa numa melhoria das relações entre os Estados Unidos e a Sérvia, o chefe de Estado português não quis fazer quaisquer comentários, argumentando: "Estar a comentar uma nova administração cinco dias depois da tomada de posse é muito difícil".

"E é mesmo insensato estar a fazer comentários definitivos sobre uma realidade que começa a afirmar-se", acrescentou Marcelo em resposta aos jornalistas, na Sala das Bicas do Palácio de Belém, em Lisboa.

O Presidente português reafirmou que Portugal e os EUA têm "uma relação histórica muito boa" e defendeu que "mudam os Presidentes, mas não muda essa amizade". "Fomos o primeiro Estado neutral a reconhecer a independência dos Estados Unidos da América. Portanto, é uma amizade muito antiga, traduzida numa forte comunidade portuguesa e lusodescendente nos Estados Unidos da América", referiu.

Por outro lado, Marcelo Rebelo de Sousa disse acreditar que "há hoje no mundo um apelo que toca a todos os Estados, no sentido da construção da paz, da segurança, do respeito dos direitos das pessoas".

"Esse foi o apelo do novo secretário-geral das Nações Unidas, que por acaso, um bom acaso, é português, António Guterres. Em qualquer caso, é um bom apelo. E tudo o que na nova administração norte-americana for no sentido desse apelo é uma boa notícia", concluiu.