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Política

Carlos César: "Não vigorando esta medida da TSU, outras certamente vigorarão"

O líder da bancada socialista assume a possibildade de, "no contexto do mesmo ou de um novo acordo", serem apontadas novas medidas, em substituição da descida da TSU. Sobre a posição do BE e PCP, contrária à TSU, o PS disse que "conhecia, compreende e aceita"

O líder da bancada socialista, Carlos César, fez referência à possibildade de existirem outras medidas que venham substituir a descida da TSU para as empresas, que se prevê que seja chumbada esta tarde na Assembleia da República. "Não vigorando esta medida da TSU, outras certamente vigorarão, no contexto do mesmo ou de um novo acordo, apoiando as emrpesas e as instituições de solidariedade social", afirrmou o socialista no debate desta tarde.

Sem avançar detalhes sobre quaisquer outras medidas que possa substituir a descida de 1,25 pontos percentuais da TSU para as empresas, como contrapartida do aumento do salário mínimo, Carlos César voltou a reforçar a concordância do PS em relação a esta medida. "O acordo de Concertação Social em que se integra a descida da TSU é, a nosso ver, um bom acordo."

O líder da bancada socialista disse ainda que desta medida "não resulta nem resultaria qualque prejuízo orçamental para o sistema de Segurança Social, cabendo ao OE de 2017 e 2018 a respetiva compensação integral". Ao longo do debate, uma das críticas apontadas à medida, designadamente pelo PSD, é o impacto da perda que causaria aos cofres da Segurança Social.

Sobre a posição do PCP e BE, Carlos César disse que o PS "conhecia, compreende e aceita a posição, sobre este tema, dos partidos que apoiam o Governo, embora dela discorde". E acrescentou: "Todos sabíamos e sabemos que discordavam da medida que hoje propõem fazer cessar."

Atitude contrária tem em relação à posição do PSD, que acusa de "irresponsabilidade". "Não pensem os portugueses que o PSD votará porque concorda ou discorda de uma determinada medida", afirmou o socialista. O PSD "votará sempre da forma que puder prejudicar o Governo", concluiu.

[notícia atualizada às 17h46]