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Marcelo doa excedente da campanha a IPSS e escola mal classificada nos rankings

José Carlos Carvalho

No dia em que lança o livro "Um ano depois", que incluiu fotografias e textos que registam o seu percurso desde que anunciou a sua candidatura presidencial, Marcelo Rebelo de Sousa doa o dinheiro que sobrou a da campanha eleitoral a uma IPSS de Cinfães e a uma escola de Mogadouro, “que, pelos rankings, foi colocada em lugar mais baixo”

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, eleito há um ano, lançou esta terça-feira o livro "Um ano depois", com fotografias e textos que registam o seu percurso desde que anunciou a sua candidatura presidencial.

Durante esta cerimónia, Marcelo Rebelo de Sousa anunciou que decidiu doar os 45 mil euros que sobraram da sua campanha a uma instituição particular de solidariedade social (IPSS) de Cinfães, "um município com uma situação muito carenciada em termos económicos", e a uma escola de Mogadouro, "que, pelos 'rankings', foi colocada em lugar mais baixo".

A IPSS é a Associação de Solidariedade Social e Recreativa de Nespereira, de Cinfães, no distrito de Viseu, que receberá 20 mil euros "para aquisição de uma carrinha de apoio domiciliário", enquanto a Escola Básica e Secundária do Mogadouro, no distrito de Bragança, receberá 25 mil euros, "para a instalação de um laboratório de ciências físicas e químicos", adiantou.

No espaço onde era sua sede de campanha, mesmo junto ao Palácio de Belém, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa agradeceu "a confiança das portuguesas e dos portugueses, única razão de ser deste mandato, que o mesmo é dizer, desta missão", e declarou-se "feliz por servir os portugueses".

José Carlos Carvalho

Marcelo Rebelo de Sousa disse que "não sonhava", há um ano, que neste seu primeiro ano em funções António Guterres seria eleito secretário-geral das Nações Unidas ou que a seleção portuguesa de futebol seria campeã europeia.

"Confesso que também considerava muito difícil, para não dizer praticamente impossível, chegar-se a um valor de défice como aquele para que apontam os dados últimos da execução orçamental", acrescentou.

O Presidente da República insistiu que "o lema para este ano e para os anos seguintes tem de ser: mais e melhor", reiterando que Portugal precisa de "muito mais crescimento económico" e, para isso, "de bastante mais exportações" e "de bastante mais investimento".

"Um ano e muitos milhares de pessoas e de quilómetros depois, sinto-me tão ou mais motivado do que no dia 24 de janeiro de 2016, por uma realidade muito simples: os portugueses são ainda melhores do que eu já então pensava", afirmou.

O Presidente da República elogiou os portugueses pela forma como, "no meio de tanta adversidade, pobreza, atraso, frustração ou desilusão", mostram "uma capacidade de lutar, se for preciso, sem limite" e conseguem "transformar o pior, aparentemente inevitável, no melhor possível. É assim a nossa gente".

"Servi-la é uma honra e uma felicidade", completou, adiantando: "Vou tentar neste segundo ano manter o mesmo ritmo e o mesmo objetivo de proximidade".

José Carlos Carvalho

Quanto às contas da sua campanha, Marcelo Rebelo de Sousa referiu que esta, "como é sabido, custou menos de 168 mil euros", e disse que na atribuição dos 45 mil euros que sobraram procurou seguir os critérios "mais próximos da objetividade".

Editado pela Presidência da República, o livro lançado esta terça-feira tem 149 fotografias de Rui Ochoa e Miguel Figueiredo Lopes, fotógrafos oficiais do Presidente, e 19 intervenções de Marcelo Rebelo de Sousa, desde que anunciou que era candidato a Belém, em 9 de outubro de 2015, até às cerimónias fúnebres de Mário Soares, em 10 de janeiro deste ano.

O livro vai estar à venda no museu da Presidência da República, por 20 euros, mas existe também uma versão digital, que pode ser consultada gratuitamente em www.presidencia.pt/mrs/1anodepois.

Entre os discursos, estão "as três intervenções com os compromissos assumidos em campanha eleitoral".

O Presidente salientou que o livro não inclui "qualquer comentário ou introdução ou avaliação própria sobre o tempo decorrido", considerando que "compete às portuguesas e aos portugueses apreciarem o que foi feito ou deixou de o ser, comparando com o que foi prometido antes da eleição".

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