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Deputada do PSD Madeira diz que vítimas dos incêndios ainda não receberam “um tostão”

Vânia Jesus afirma que as promessas de apoio às vítimas dos incêndios de agosto de 2016 arriscam-se a ficar no campo das intenções

A deputada do PSD na Assembleia Legislativa da Madeira Vânia Jesus afirmou esta terça-feira que a região ainda não recebeu “um tostão” da República para apoiar as pessoas afetadas pelos incêndios.

“Até ao momento não entrou [na Madeira] um tostão do Governo da República para apoio às vítimas dos incêndios” que ocorreram na segunda semana de agosto de 2016 na Madeira, afirmou a parlamentar social-democrata insular numa declaração política no plenário da Assembleia da Madeira.

Vânia Jesus apontou que, dos 12 milhões prometidos pela República para este fim, “mais de metade são empréstimos” e sublinhou que o problema suscitado com a atribuição dos apoios ao abrigo do programa Prohabita “não é uma questão de verbas”, porque o valor “até será suficiente”.

“O problema é o acesso, a questão central é estar vedado o acesso às candidaturas a 30% das famílias afetadas por uma questão de rendimentos”, disse, considerando que a proposta a República de criação de um programa regional para colmatar esta situação “fica mais uma vez no plano das intenções”.“Como criar um programa próprio sem fundos?”, perguntou.

A deputada do PSD-M opinou que, em matéria de solidariedade com a região, o Governo nacional “tem-se ficado apenas pelo plano das meras intenções", acrescentando que "compromete-se com as palavras mas demite-se das suas obrigações”.

“Este Governo nacional não tem sido uma 'pessoa de bem' com a Madeira", sustentou Vânia Jesus, apontando que o PS-M tem insistido "em anúncios e verbas para a Madeira que ainda não se efetivaram" e não passam de "compromissos vazios”.

Os incêndios ocorridos no último verão na Madeira provocaram três mortos, um ferido grave, dezenas de desalojados, danos em 251 imóveis e prejuízos materiais avaliados em 157 milhões de euros.

A deputada mencionou também a situação do projeto de construção do novo hospital da Madeira e insistiu que não foi inscrita qualquer verba no Orçamento de Estado para este fim, declarando: “Continuaremos a esclarecer até à exaustão é que a inércia não está cá deste lado [Madeira], mas sim em Lisboa”.

A construção desta nova unidade hospitalar, candidata a Projeto de Interesse Comum, tem um custo estimado em 340 milhões de euros, tendo o Governo da República prometido custear metade do investimento. Por definir está o modelo de financiamento entre o Estado e a Madeira.

“Hoje, em Portugal, temos uma máquina do Estado entregue a uma maioria do PS maniatada pela extrema-esquerda que ignora e tem sido insensível a muitas matérias prioritárias e urgentes para a Madeira, com a cumplicidade do PS, PCP e BE a nível nacional”, argumentou.

No plenário desta terça-feira os deputados do parlamento regional debateram uma proposta de diploma do Governo da Madeira que visa a criação carreiras especiais inspetivas das pescas e agricultura, seguindo as orientações da Comissão Europeia, no sentido de reforçar a qualidade e higiene dos produtos.