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Política

TSU: Vieira da Silva defende que PSD, BE e PCP têm de “assumir responsabilidades” perante o país

O ministro do Trabalho e da Segurança Social recusa falar em “alternativas” para substituir um eventual chumbo no Parlamento da redução da Taxa Social Única

Vieira da Silva escusa-se a dar como certo o chumbo da descida da Taxa Social Única (TSU) no Parlamento, com os votos do PCP, BE, Verdes e PSD. O ministro do Trabalho, Solidariedade e da Segurança Social tem ainda a expectativa de que os partidos possam assumir "as suas responsabilidades" e aponta o dedo a Passos Coelho.

"No que toca ao PSD, ele próprio já propôs e aprovou uma medida similar e ainda no ano passado não obstaculizou quando foi discutida no Parlamento", lembra. Vieira da Silva adianta, no entanto, que "quando se vota na Assembleia, não se tem uma responsabilidade diferente porque se está mais próximo ou mais afastado do Governo".

O ministro falava em Bruxelas, esta segunda-feira, à margem de uma Conferência sobre Direitos Sociais na União Europeia, e diz que está "preparado para o debate" da próxima quarta-feira na Assembleia da República.

"Não se trata de convencer [PSD, BE e PCP]. Cada deputado, cada grupo parlamentar assume as suas responsabilidades perante o país e perante o facto de contrariar uma medida que na minha opinião e na do Governo é uma medida positiva e que mereceu o acordo da maioria dos parceiros da Concertação Social", defende.

Vieira da Silva argumenta ainda que a redução de 1,25 pontos da TSU até tem a aprovação do Presidente da República. "É uma medida que não visa pôr em causa a Segurança Social, já que há a garantia de que existe uma transferência equivalente para a Segurança Social", volta a justificar. "Já existiu de forma muito aproximada este ano e verificámos que mais de 80% dos apoios com a descida da TSU foram dirigidos para empresas com menos de 30 trabalhadores".

O ministro recusa assim revelar já o plano B para equilibrar o chumbo da redução da TSU, e compensar os patrões pela subida do salário mínimo. "Não vou discutir alternativas, logo veremos qual vai ser o resultado", concluiu.