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PS acusa Passos Coelho de ter uma “atitude revanchista”

MIGUEL A. LOPES / LUSA

Para João Galamba, é por a realidade esvaziar o seu discurso que Passos Coelho tem tido atitudes recentes que o mostram “divorciado da realidade e também do país”

O porta-voz do Partido Socialista acusou este domingo o líder do PSD de estar "divorciado da realidade e do país" e considerou que Passos Coelho é que demonstra uma "atitude revanchista" ao não admitir a melhoria da economia.

"Por muito que Passos Coelho acuse o Governo de ser revanchista, toda a gente já percebeu que o único revanchista é Pedro Passos Coelho que não se conforma com a realidade que existe e a que se perspetiva para 2017", disse João Galamba à Lusa, considerando que o aumento do emprego e a aceleração do crescimento económico deixou o líder do maior partido da oposição sem saber o que fazer.

"Como não tem discurso e nada a apontar, entretém-se irresponsavelmente no tema da concertação social e da TSU [Taxa Social Única]. E aí, não a ser revanchista contra a realidade e o Governo, mas [a ser revanchista] contra consigo próprio e o património do seu partido", acrescentou.

Galamba reagia este domingo às declarações de Passos Coelho no sábado, no Funchal, em que disse que nunca viu um "governo tão revanchista" na história económica do país quando o do PS, acusando-o de "reverter" todas as reformas do passado.

Para o deputado do PS, é por a realidade esvaziar o seu discurso que Passos Coelho tem tido atitudes recentes que o mostram "divorciado da realidade e também do país".

O também deputado socialista considerou que o recente acordo conseguido na concertação social vem ao encontro do projeto que o PSD tinha aprovado e recomendado ao Governo em dezembro, afirmando que a posição social-democrata contra a redução da Taxa Social Única (TSU) paga pelos empregadores como contrapartida para as empresas do aumento do Salário Mínimo Nacional, de 530 para 557 euros, apenas demonstra "um líder do PSD zangado com a realidade", que "não se importa de renegar compromisses que o seu partido fez há pouco tempo", nem de "atacar a concertação social".

"Temos um partido sem rumo, um ex-primeiro-ministro e líder da oposição desorientado. O país precisa sempre de um bom Governo, que já tem, mas também precisa de uma oposição responsável, que infelizmente não tem", frisou.

Já este domingo, mas no encerramento do XXII congresso do PSD/Açores, no concelho da Ribeira Grande, Pedro Passos Coelho considerou que o crescimento económico em Portugal "continua a ser medíocre" quando comparado com o passado e com países como Espanha e Irlanda, atribuindo à diferença de políticas públicas esta situação.

Para o porta-voz do PS, se hoje Espanha cresce mais do que Portugal é porque tal já acontecia no passado, nomeadamente durante o Governo PSD/CDS-PP, liderado por Passos Coelho, e que agora se está até a assistir a um "estreitamento da diferença".
"Estamos a caminhar para uma situação em que essas diferenças serão diminuídas ou ate eliminadas, coisa que não existia no passado", disse João Galamba.

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    Líder do PSD defendeu que o crescimento económico continua a ser “medíocre” quando comparado com o passado, com aquele “que o Governo de coligação PSD/CDS-PP deixou”, e “particularmente medíocre quando comparado com aquele que se vê em Espanha ou com o que se vê na Irlanda”