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Saída do embaixador não deverá obrigar militares portugueses a deixarem o Iraque

João Relvas

Questionado pelo Expresso sobre a permanência dos militares portugueses em Bagdade, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou um “princípio básico a nível internacional”, segundo o qual “os embaixadores mudam mas as relações entre estados permanecem”

Carlos Abreu

Jornalista

O Presidente da República considerou esta sexta-feira que a saída do embaixador do Iraque em Portugal em nada deverá comprometer a participação das Forças Armadas portuguesas na coligação internacional anti-Daesh. Atualmente, 30 militares do Exército dão formação aos operacionais das forças iraquianas numa base localizada em Besmaya, a cerca de 50 quilómteros de Bagdade.

Questionado pelo Expresso, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou o "princípio básico a nível internacional", segundo o qual "os embaixadores mudam mas as relações entre estados permanecem".

"Os respresentantes dos Estados vão mudando até por virtude das suas próprias carreiras e não é isso que faz mudar o teor das relações entre os Estados", acrescentou o comandante supremo das Forças Armadas, momentos depois de ter ficado a conhecer o novo simulador de ação tática da Marinha durante uma visita ao Alfeite.

No dia que Donald Trump, o homem que considerou a NATO "obsoleta" e a ONU "um clube", toma posse como Presidente dos Estados Unidos, o chefe de Estado português fez ainda questão de reafirmar o compromisso de Portugal com estas organizações internacionais.

"Hoje é um bom dia para reafimar que Portugal pertence à União Europeia onde mandam os europeus, pertence à Aliança Atlântica e espera que todos os seus parceiros continuem fiéis e empenhados nesta aliança, do mesmo modo que Portugal está disponível para continuar empenhado quer no flanco Leste, quer no flanco Norte, quer no Flanco Sul, bem como nas Nações Unidas", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.