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O porta-aviões russo voltou mas a Marinha está atenta

Imagem do porta-aviões russo "Almirante Kuznetsov" divulgada pela Marinha em outubro do ano passado

Marinha Portuguesa

O “Almirante Kuznetsov” estará de volta a casa, devendo cruzar águas sob jurisdição portuguesa nas próximas horas. A Marinha portuguesa e a NATO garantem que estão atentas

Carlos Abreu

Jornalista

A força aeronaval russa liderada pelo porta-aviões “Almirante Kuznetsov” voltará a cruzar águas sobre jurisdição portuguesa nos próximos dias, disse ao Expresso fonte militar. Proveniente do Mediterrâneo, a passagem dos seis navios russos que integram esta força será seguida de perto por meios navais da Armada, assegurou a mesma fonte.

O Expresso sabe que duas lanchas de fiscalização rápidas já estão a acompanhar o "Alexander Shabalin" (contra-torpedeiro) e o "Lena" (reabastecedor), provenientes de Gibraltar, desde de que entraram na ZEE de Portugal pelas 15h desta sexta-feira. As lanchas da Armada têm ordem para acompanhar até Sines os navios russos, que se encontram a navegar a 36 milhas da costa.

A partir das 19h deverão entrar na ZEE portuguesa os restantes quatro navios, a saber, "Almirante Kuznetsov" (porta-aviões), "Pyotr Velikiy" (cruzador), "Sergey Osipov" (reabastecedor) e "Nicolay Chiker" (rebocador), os quais serão acompanhados pelo navio patrulha oceânico "Figueira da Foz", desde a fonteira a leste até Sines.

A partir daí, a missão será entregue à fragata "Bartolomeu Dias" que acompanhará a movimentação dos navios russos, a navegarem de sul para norte, até deixarem a ZEE.

O porta-aviões russo, com capacidade para transportar cerca de 50 aviões, está de volta a Severomosk, no Mar de Barents, depois de ter participado nas operações de bombardeamento da cidade síria de Alepo.

Quando sulcou a Zona Económica Exclusiva portuguesa em finais de outubro do ano passado (em águas internacionais, isto é, bem para lá das 12 milhas náuticas) a força naval russa também foi acompanhada por um navio de patrulha oceânico da Armada, o "Viana do Castelo", por um avião C-295 da Força Aérea Portuguesa e por uma das forças navais permanente da Aliança Atlântica onde estava integrada uma outra fragata portuguesa, a “Álvares Cabral”.

Em comunicado enviado às redações esta quinta-feira, o Comando Naval da NATO, localizado em Northwood, Reino Unido, informava estar em contacto permanente com os navios aliados para monitorizar o regresso a casa do porta-aviões russo durante este mês.