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CIP não assinou acordo que Costa diz que “já está assinado”

MIGUEL A. LOPES / Lusa

Por motivos de agenda, o presidente da CIP só pode assinar o acordo de Concertação às 19 horas. O estafeta do Ministério do Trabalho irá à sede da Confederação da Indústria no final da tarde. Confederação do Turismo ainda não confirmou se já rubricou o documento. Primeiro ministro disse, no Parlamento que “o acordo já está assinado

Em contra-relógio e enquanto o primeiro ministro marcava presença no debate quinzenal no Parlamento, uma viatura oficial do Ministério do Trabalho fez a ronda de todas as sedes das Confederações Patronais e da UGT para recolher as assinaturas que firmam o acordo de Concertação de médio prazo. Mas não conseguiu ainda cumprir a missão. António Saraiva, o patrão da Indústria só está disponível às 19 horas, pelo que só aí formalizará a assinatura. "É uma mera formalidade", diz o porta-voz da CIP.

Já a Confederação do Turismo não confirmou ao Expresso se o acordo foi rubricado, uma vez que o presidente da organização partiu em viagem, precisamente no início da tarde, e o Gabinete de Imprensa não tem garantia de ter assinado o documento antes da partida. Na altura em que o estafeta oficial chegou à sede da Confederação já Francisco Calheiros se tinha ausentado.

O primeiro ministro garantiu hoje no Parlamento que "o acordo já está assinado" e isso mesmo motivou uma forte reacção da líder da bancada do CDS. Assunção Cristas acusou mesmo António Costa de "mentir perante esta Câmara".

Na verdade, à hora em que Costa garantia que o assunto estava encerrado, fontes do Governo garantiam ao Expresso que "o acordo está a ser assinado". E, na verdade, ainda a recolha das assinaturas não estava terminada, nem no hemiciclo de S. Bento, onde decorria o debate quinzenal, havia a certeza a 100% sobre quais os parceiros que tinham efetivamente assinado.


O pedido para que todos os parceiros assinassem o texto só foi feito depois de ter sido promulgado o decreto-lei que baixa a TSU para 22,5%, o que aconteceu esta manhã. António Costa foi o primeiro a assinar.


O documento será divulgado no site do Conselho Económico e Social, assim que tiver todas as assinaturas.