Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

PSD pede esclarecimentos à Câmara de Lisboa sobre contaminação de solos no Parque das Nações

Posição do partido surge depois de alguns moradores da freguesia terem denunciado um cheiro a gás proveniente da construção de um parque de estacionamento subterrâneo do hospital CUF Descobertas, que decorre em solos que poderão estar contaminados

O vereador do PSD na Câmara Municipal de Lisboa António Prôa considerou esta segunda-feira necessário que o executivo faça um esclarecimento sobre a contaminação de solos numa obra no Parque das Nações e que tome medidas para "tranquilizar a população".

No final da semana passada, alguns moradores da freguesia do Parque das Nações denunciaram um cheiro a gás proveniente da construção de um parque de estacionamento subterrâneo do hospital CUF Descobertas, que decorre em solos que poderão estar contaminados.

A denúncia deu origem a uma manifestação junto à obra, que irá nascer no local onde existia a antiga refinaria de Cabo Ruivo.

Segundo a presidente da associação de moradores "A Cidade Imaginada Parque das Nações", Célia Simões, o cheiro entra nas habitações e ali se mantém, provocando "náuseas e dor de cabeça" aos moradores das imediações.

Esta segunda-feira, o vereador do PSD, numa nota enviada à agência Lusa, criticou a atuação do executivo municipal de maioria socialista, não deixando de "estranhar a ausência de um esclarecimento imediato por parte da Câmara Municipal sobre esta situação, no sentido de esclarecer a população sobre os factos e as medidas para salvaguardar a saúde e bem-estar de todos".

"Considero urgente que a Câmara Municipal de Lisboa [CML] tome todas as medidas adequadas e preste desde já todos os esclarecimentos que permitam tranquilizar a população", firmou António Prôa.

Assim, o vereador social-democrata pediu esclarecimentos ao presidente do município, Fernando Medina, "sobre o acompanhamento que os serviços da CML estão a garantir a esta ocorrência, nomeadamente sobre o nível e o tipo de contaminação que se verifica".

António Prôa salientou ainda que esta é uma "situação de alarme e particularmente sensível", derivada dos "transtornos e preocupações manifestadas pela população local" e ainda por "existir uma unidade hospitalar junto ao local em que decorrem as obras".

Num esclarecimento enviado à agência Lusa na sexta-feira, a José de Mello Saúde, detentora do hospital, afirmou ter ficado "surpreendida com a existência de solos contaminados no local".

"Perante esta situação, desde que iniciámos a obra que a principal preocupação tem sido a separação das terras contaminadas e o encaminhamento para os locais apropriados, de acordo com as normas e o parecer das Agência Portuguesa do Ambiente", lê-se no esclarecimento.

"Lamentamos o incómodo que tal possa causar, mas estamos seguros que estão a ser cumpridos os requisitos legais e regulamentares neste domínio", remata a nota.