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Candidato autárquico do PSD/Porto vai hoje a votos

A escolha do independente Álvaro Santos Almeida divide o eleitorado social-democrata na Invicta. Críticos dizem que opção colocará em causa a reconquista da autarquia pelo PSD

Após o plenário da Concelhia do PSD ter aprovado, esta quinta-feira, o perfil do putativo candidato à Câmara Municipal do Porto, o nome de Álvaro Santos Almeida vai ser esta sexta-feira votado pela Comissão Política local.

No primeiro round, o docente da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, ex-quadro do FMI, colheu a aprovação da larga maioria dos militantes (65 votos a favor) e 10 abstenções. Ao que o Expresso apurou, entre os abstencionistas estiveram Luís Artur Pereira, líder do partido da Assembleia Municipal, Luís Rocha, antigo mandatário financeiro da candidatura de Rui Rio, ou Hugo Dias, ex-dirigente do PSD/Porto e um dos rostos principais da corrida de Luís Filipe Menezes à Câmara da Invicta.

Miguel Seabra, líder da concelhia, refere que para a minoria de críticos "não está em casa a pessoa ou a sua competência", mas o facto de não ser militante do partido. Um dos presentes referiu ao Expresso que a "única novidade" do plenário desta quinta-feira foi a Comissão Política não conseguir arranjar entre os militantes um candidato à segunda Câmara do país, socorrendo-se por isso de um independente. Esta posição já foi assumida ao Expresso por Luís Artur Pereira, que considera a estratégia "um erro político" que colocará em causa a reconquista social-democrata da autarquia.

Um dos defensores de Álvaro Santos Almeida, que prefere manter o anonimato até a votação, esta sexta-feira, do nome na Comissão Política concelhia, sustenta, no entanto, que a não militância do líder do Conselho Estratégico do PSD/Porto não é sinónimo de que seja um independente. "É um não dependente, empenhado nos valores do PSD, razão pela qual é há um ano um empenhado colaborador do partido e da estratégia pretendida para a cidade", adianta a mesma fonte.

No plenário desta quinta-feira, os líderes da concelhia justificaram aos militantes a opção por um não militante, lembrando que nomes como Rui Rio, Paulo Rangel ou Castro de Almeida foram sondados mas não se mostraram disponíveis.

Caso, como tudo indica, Santos Almeida seja aprovado esta sexta-feira, o processo segue na próxima semana para a Distrital e para a Comissão Política nacional, cabendo, tal como em Lisboa, a última palavra ao líder Pedro Passos Coelho, que deverá ser dada até ao final do mês.

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