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Política

CGD. Teixeira dos Santos assume escolha de Santos Ferreira e Armando Vara

Tiago Miranda

O antigo ministro das Finanças negou que tenha sofrido pressões de Sócrates para nomear Santos Ferreira e Armando Vara para a administração da Caixa

O antigo ministro das Finanças Teixeira dos Santos assumiu esta quinta-feira a escolha de Santos Ferreira e Armando Vara para presidente e vogal, respetivamente, da administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD), afastando qualquer interferência do então primeiro-ministro, José Sócrates.

"Nunca recebi do engenheiro Sócrates nenhumas indicações sobre os nomes das pessoas que deviam entrar para a administração da CGD. A decisão foi minha, sem ouvir o engenheiro Sócrates. Transmiti-lhe a minha escolha", afirmou o responsável durante a sua audição na comissão parlamentar de inquérito à gestão do banco público.

Depois de já ter dito que decidiu afastar a gestão da CGD devido à situação de instabilidade que existia na altura (2005) em torno do banco público, Teixeira dos Santos considerou que a própria equipa de gestão, que era à época liderada por Vítor Martins, não se mostrou capaz de colocar um ponto final nas polémicas que existiam.

"Sem fazer juízos de valor sobre as pessoas, acho que as pessoas [que à data integravam o Conselho de Administração do banco] também contribuíram para a situação de indefinição da CGD", lançou, considerando que "não basta resistir às pressões, é preciso tomar decisões".