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Política

Parlamento homenageia Soares

Tiago Miranda

Imagens do antigo chefe de Estado vão ser projetadas nas telas gigantes da sala de sessões da Assembleia da República onde esta tarde terá lugar a leitura de um voto de pesar

A Assembleia da República homenageia esta quarta-feira Mário Soares, que morreu no sábado, numa sessão com a leitura de um voto de pesar, consensualizado entre os partidos, pelo presidente da Assembleia da República, o também socialista Ferro Rodrigues.

Segundo os serviços do parlamento, a intervenção seguinte da reunião dedicada ao fundador do PS e antigo Presidente da República vai estar a cargo do ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, em representação do Governo, uma vez que o primeiro-ministro, António Costa, continua em viagem à Índia.

Todos os grupos parlamentares dos partidos políticos e o deputado único do PAN vão igualmente usar da palavra, conforme decisão da conferência de líderes extraordinária de 7 de janeiro, data da morte de Soares.

André Silva (PAN) será o primeiro a dirigir-se ao hemiciclo, seguido por “Os Verdes”, PCP, CDS-PP, BE, PSD e, finalmente, o PS, prevendo-se um limite indicativo de seis minutos para cada alocução.

Durante o evento, vão ser projetadas imagens do antigo chefe de Estado nas telas gigantes da sala de sessões da Assembleia da República.

O também antigo primeiro-ministro em três ocasiões morreu aos 92 anos, no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, e o Governo decretou três dias de luto nacional quie terminam esta quarta-feira.

As cerimónias fúnebres, que se iniciaram na segunda-feira, terminaram na terça-feira com o funeral no cemitério dos Prazeres, em Lisboa.

Nascido a 7 de dezembro de 1924, em Lisboa, Mário Alberto Nobre Lopes Soares, advogado, combateu a ditadura do Estado Novo e foi o primeiro secretário-geral do PS.

Após a revolução do 25 de Abril de 1974, regressou do exílio em França e foi ministro dos Negócios Estrangeiros e primeiro-ministro entre 1976 e 1978 e entre 1983 e 1985, tendo pedido a adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em 1977, e assinado o respetivo tratado, em 1985, precisamente no mesmo edifício manuelino em que foi velado desde segunda-feira.

Em 1986, ganhou as eleições presidenciais e foi Presidente da República durante dois mandatos, até 1996.