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Palavras que o vento trouxe: as vozes de Mário Soares e Maria Barroso (três áudios para ouvir de olhos fechados)

Terça-feira, nos Jerónimos e nos Prazeres, voltaram a ouvir-se as vozes de Mário Soares e Maria Barroso. Palavras resgatadas ao esquecimento de um arquivo e assim tornadas imortais

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

Por momentos, eles viveram de novo. Terça-feira, nos claustros dos Jerónimos, escutou-se Mário Soares - num excerto de pouco mais de um minuto do seu discurso aquando da assinatura do tratado de adesão de Portugal à CEE, a 12 de junho de 1985 - e a sua mulher, Maria Barroso - declamando Dois Sonetos da Hora Triste, de Álvaro Feijó. Mais tarde, no cemitério dos Prazeres, voltou a ouvir-se a voz de Soares, em dois minutos "autobiográficos" gravados a 22 de janeiro de 1986 para um dos tempos de antena da sua primeira candidatura presidencial. Palavras que a memória de José Manuel dos Santos (o amigo e antigo assessor de Mário Soares que representou a família na organização das exéquias) foi buscar a arquivos esquecidos e que trouxeram uma nota acrescida de emoção à cerimónia de despedida do antigo Presidente da República.