Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

O primeiro adeus a Soares

Tiago Miranda

Primeira etapa das cerimónias de homenagem ao antigo Presidente da República, o cortejo fúnebre de Mário Soares realizou-se esta manhã, com anónimos, familiares e amigos de sempre a unirem-se no último adeus. Houve aplausos, lágrimas e também oportunidade para recordar o contributo político do antigo Presidente

No dia em que se iniciaram as cerimónias fúnebres em honra de Mário Soares, muitos foram os aplausos ouvidos nas ruas de Lisboa, à medida que a urna contendo os restos mortais do antigo Presidente da República foi passando, a caminho do Mosteiro dos Jerónimos.

O cortejo fúnebre cumpriu o horário previsto e juntou várias centenas de populares, alguns não escondendo a emoção neste último adeus. A casa onde Soares viveu, no Campo Grande, a Praça do Município e o Mosteiro dos Jerónimos foram as três principais etapas do percurso, ao longo do qual se ouviu também gritar – por várias vezes – “Soares é fixe”.

Luís Barra

Particularmente emotivo para a família foi o momento em que, junto aos Paços do Concelho, os netos de Mário Soares entregaram à GNR as insígnias atribuídas ao avô, momentos após a urna ter sido transportada para o armão militar, de onde para seguir depois para os Jerónimos, já sob escolta de honra da GNR, a cavalo.

O protocolo mais formal cumpriu-se já no Mosteiro dos Jerónimos, com a presença das principais figuras de Estado, entre as quais o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa.

A urna permanecerá em câmara ardente até terça-feira, após o que o funeral seguirá para o cemitério dos Prazeres.