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Política

Jerónimo diz que Soares escreveu a história, mas o PCP mantém a sua própria versão

José Carlos Carvalho

O secretário-geral do PCP prestou homenagem ao antigo Presidente da República, sem esquecer as profundas divergências que os colocaram em campos opostos após o 25 de Abril

“Mário Soares foi um combatente contra a ditadura fascista. Defendeu presos políticos, inclusivamente camaradas meus, num tempo em que era difícil fazê-lo”, afirmou o secretário-geral do PCP, falando aos jornalistas durante a sua visita ao Mosteiro dos Jerónimos. onde o corpo de Mário Soares se encontra em câmara ardente desde o princípio da tarde desta segunda-feira.

“Esta minha presença aqui e dos meus camaradas, significa a manifestação, já feita pelo partido, das condolências e do pesar pela morte do dr. Mário Soares, tanto ao Partido Socialista como à família”, começou por referir Jerónimo de Sousa, mencionando também, contudo, aquilo que considera terem sido “as fraquezas” do líder político e as “divergências profundas” que tiveram a seguir ao 25 de Abril. Pela negativa, Jerónimo aponta “seu papel no combate às transformações económicas e sociais que resultaram da Revolução de Abril”.

Não querendo desenvolver o assunto num momento do luto pela morte do ex-chefe de Estado e de Governo, Jerónimo de Sousa concluiu o seu comentário afirmando: “Costuma dizer-se que quem escreve a história são os vencedores. Mas a história não se apagou e nós temos a nossa própria visão da história”.