Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

E ao terceiro dia António Costa enfiou o Mysore Peta

Prossegue a visita oficial à Índia. A manhã foi dedicada às empresas e terminou com um grande sorriso. Costa foi brindado com o traje tradicional de Karnataka

Helena Pereira

Helena Pereira

Na Índia

Editora de Política

TIAGO PETINGA / LUSA

Primeiro, o Mysore Peta, o chapéu, depois o Panche, uma espécie de lenço, por fim, o Angavastram, uma capa rica e trabalhada. Ao terceiro dia da visita oficial na Índia, o primeiro-ministro português foi brindado com o traje típico de Karnataka, o Estado de Bangalore, que é conhecido como o Silicon Valley daquele país asiático. O dia, na realidade, começou dedicado às empresas, com um seminário empresarial que terminou de uma forma calorosa. Costa, com um sorriso, posou para as fotografias vestido a rigor. Tudo pelas boas relações bilaterais e ainda mais pela captação de investimento, um dos objetivos da viagem.

António Costa tem "objetivos ambiciosos no investimento" com esta visita e não o escondeu. "Há grandes oportunidades que podem ser exploradas em termos de trocas comerciais e investimento", afirmou perante uma plateia de empresários no seminário "Índia-Portugal: parceiros no crescimento", em Bangalore. O leque de atrativos de Portugal para empresários estrangeiros é sempre o mesmo: temos "um país aberto ao mundo com uma comunidade cosmopolita", "o fuso horário do Reino Unido", países amigos da CPLP, somos "o país europeu mais próximo dos EUA e Canadá", está a ser reduzida a carga burocrática sobre as empresas, "temos uma longa tradição de abertura ao investimento estrangeiro" e podemos ser a porta de entrada para a Europa. "Espero que as duas comunidades empresariais aproveitem a oportunidade para intensificar os seus laços", apelou o primeiro-ministro português. "Temos uma longa tradição de construir pontes num mundo que constrói muros", diria também à plateia o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral.

Estas são as mais-valias que o Governo apresenta à Índia, um país onde os empresários portugueses enfrentam algumas dificuldades, desde logo barreiras protecionistas, especialmente, na indústria. "Há também uma questão da dimensão do mercado, dada a sua vastidão é ainda um mercado desconhecido para as empresas portuguesas", explicou aos jornalistas Miguel Frasquilho, o presidente da AICEP, que tem dois escritórios neste país (Nova Deli e Mumbai).

No Bangalore Institute of Technology, para onde seguiu depois do seminário, Costa assistiu à apresentação de algumas startups portuguesas como a Feedzai ou a Outsystems.

Nesta viagem, participam cerca de 30 empresários e alguns deles até já foram destacados em público pelo primeiro-ministro, como Abdool Karim Vakil, ex-presidente do BPN, Nazim Ahmad, representante em Portugal da Fundação Aga Khan, ou Nazera Sacoor, da Sacoor Brothers.