Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Direto Mário Soares: Carlos César fala numa “referência essencial do Portugal moderno”

Marcos Borga

Corpo do antigo Presidente da República está em câmara ardente no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa. Funeral é esta terça-feira, pelas 15h

refresque frequentemente a página para ver as atualizações mais recentes

23h33 - O presidente do PS, Carlos César, definiu esta segunda-feira Mário Soares não só como um "grande socialista", mas também como um "grande português", que marcou a modernidade do país com a sua "persistência, coragem, sabedoria e paciência".

"Acho que todos os portugueses, independentemente da sua condição partidária ou outras opções no plano cívico, reconhecem em Mário Soares uma referência essencial do Portugal moderno", sublinhou o presidente socialista, falando depois de homenagear Mário Soares, falecido no sábado.

Carlos César liderou uma comitiva do PS que pouco depois das 22h foi ao Mosteiro dos Jerónimos homenagear o fundador do partido. Integravam a comitiva a secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, o líder da Juventude Socialista, Ivan Gonçalves, e a deputada e antiga secretária de Estado Elza Pais.

21h55 - O antigo secretário-geral do Partido Socialista (PS) Vítor Constâncio prestou esta segunda-feira tributo em Lisboa à memória de Mário Soares, evocando as qualidades do socialista e antigo Presidente enquanto homem, cidadão e estadista.

Vincando as "muitas décadas de convívio, amizade, partilha de valores e combates políticos" entre si e Soares, Vítor Constâncio quis passar no Mosteiro dos Jerónimos para prestar tributo "ao homem, ao cidadão, ao estadista, aquele que foi realmente o mais marcante na vida portuguesa no século XX, indiscutivelmente".

Constâncio falava aos jornalistas cerca das 21h, numa altura em que voltavam a ser centenas as pessoas que faziam fila para prestar um último tributo ao antigo Presidente da República, depois de, pela hora do jantar, ter sido menor a afluência de populares.

20h33 - O antigo presidente da Catalunha, Artur Maas, veio de propósito a Lisboa “homenagear um grande estadista português”. Recorda o antigo Presidente da República como um “um grande amigo da Catalunha”, com o qual teve uma relação “cordial, amigável e afável”. Como político, destaca o seu “sentido democrático”, a suaa bandeira de “defensor dos direitos sociais”.

“Não era só um estadista português, era também um estadista europeu.” Maria João Bourbon

20h27 - “As pessoas responderam ao apelo da História”, disse o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, questionado sobre a afluência de pessoas aos Jerónimos para velar o corpo de Mário Soares. Maria João Bourbon

19h52 - Diogo Leão, deputado socialista e antigo secretário-geral adjunto da Juventude Socialista, também veio aos Jerónimos prestar homenagem ao antigo Presidente. “Na minha qualidade de admirador de Mário Soares decidi vir cá. Devemos uma imensidão de vitórias a Mário Soares”, diz, exemplificando com “as vitórias nos períodos conturbados no pós-25 de Abril” e “as que resultaram da sua capacidade de conciliar forças políticas contraditórias”. Para Diogo Leão, Soares foi “provavelmente o maior vulto do século XX português.”

Sobre as críticas à algumas políticas de Soares, nomeadamente no que diz respeito à descolonização, o deputado do PS afirma: “em democracia o direito à discórdia é um direito presente e deve-se a Mário Soares, justamente. (...) O seu papel será julgado pela história e os historiadores encarregar-se-ão desse processo. (...) A questão da descolonização deixou muitas feridas na sociedade portuguesa, mas não haveria outra forma de o fazer.”

Recorda o antigo PR como “um homem de coragem” e de “convicções”, desvalorizando as suas derrotas políticas. “As vitórias e derrotas fazem parte da democracia e ele como grande democrata sempre foi a jogo para ganhar ou para perder.” Maria João Bourbon

20h06 - O governo da Catalunha também vai estar presente nas cerimónias fúnebres de Mário Soares, anunciou em comunicado. O Presidente, Artur Mas, deverá chegar ao Mosteiro dos Jerónimos pelas 20h00 desta segunda-feira. Na terça-feira, estará o responsável dos Negócios Estrangeiros, Raül Romeva, também nos Jerónimos, logo pelas 13h00, seguindo depois para o funeral no Cemitério dos Prazeres. No comunicado refere-se ainda que "também assistirão aos dois atos o Delegado do Governo em Portugal, Ramon Font, e o Diretor-Geral de Assuntos Multilaterais, Manuel Manonelles". Ana Baptista

20h - O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai receber na terça-feira, em Belém, o rei de Espanha Felipe VI, o Presidente do Brasil, Michel Temer, e o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz.

Estas autoridades estrangeiras vão estar em Lisboa para as cerimónias fúnebres do antigo chefe de Estado Mário Soares, e terão encontros com Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio de Belém à margem dessas cerimónias.

19h50 - O antigo vice-primeiro-ministro do Governo do Bloco Central, Rui Machete, caracterizou esta segunda-feira Mário Soares como “um político exceciona”, destacando a coragem e lucidez com que interpretava as situações políticas.

“Mário Soares foi um político excecional, pela sua maneira de ser, pela sua coragem, pela capacidade de lucidez com que interpretava as situações políticas”, disse Rui Machete, em declarações aos jornalistas à saída do Mosteiro dos Jerónimos, onde o corpo de Mário Soares está desde o início da tarde em câmara ardente.

Rui Machete, que exerceu o cargo de vice-primeiro-ministro no Governo de coligação pós eleitoral PS-PSD liderado por Mário Soares em 1985, recordou ainda o antigo Presidente da República como um chefe do executivo “imparcial”.

19h48 - A cerimónia de homenagem ao falecido estadista Mário Soares, na terça-feira, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, vai ter cerca de hora e meia de duração e registos áudio do antigo Chefe de Estado e sua mulher.

Segundo anunciou fonte governamental, o início da sessão está agendado para as 13h, nos claustros do edifício manuelino, com diversas interpretações musicais por parte do coro e da orquestra do Teatro Nacional de São Carlos, além de "A Portuguesa" no princípio e no final, antes do início do cortejo fúnebre rumo ao cemitério dos Prazeres. (Lusa)

19h38 - Ferro Rodrigues regressou há minutos ao Mosteiro dos Jerónimos com a ministra da Presidência, Maria Manuel Leitão Marques. Marcelo Rebelo de Sousa também voltou a Belém, minutos depois. Maria João Bourbon

19h17 - António Guterres escreveu uma mensagem para o livro de condolências na sede do PS, onde afirma que o desaparecimento de Mário Soares deixa a todos os portugueses uma “enorme mágoa”.

“Mas em nós, socialistas, que a saudade é mais funda porque morreu o nosos fundador, o amigo, o eterno militante número um do noso partido, o companheiro de tantas batalhas e o protagonista maior do valor primeiro que nos guia – a liberdade!

Obrigado, Mário Soares por tanta entrega ao País e aos portugueses através do Partido Socialista. O teu legado é também património nosso e a garantia de que permaneceremos sempre um partido de homens e mulheres livres que saberão honrar e defender os valores da democracia aos quais, com coragem, dedicaste toda uma vida.”

18h55 - À saída do Museu Nacional de Arqueologia está também Patrícia Dinis, de 52 anos. Veio escrever no livro de condolências, não só porque trabalha na Presidência da República, mas também porque Soares é “alguém incontornável na vida política portuguesa”. No livro de condolências deixou a seguinte mensagem: “Obrigada, Presidente. Soares é fixe. Sempre.” Maria João Bourbon

18h30 - Cerca de três dezenas de pessoas esperam, em fila, para assinar o livro de condolências no Museu Nacional de Arqueologia. No hall de entrada, sete livros vão sendo assinados pelas pessoas que aí chegam. Isabel Neves, de 54 anos, e o marido José Neves, de 59 anos, não quiseram perder a oportunidade de homenagear o antigo Presidente. “Viemos por respeito, porque foi um homem muito à frente do seu tempo.” José Neves acrescenta: “morreu um grande político.” Maria João Bourbon

Marcos Borga

18h23 - O comissário europeu Carlos Moedas vai estar presente nas celebrações fúnebres do antigo Presidente da República Mário Soares, na terça-feira, pelas 13h, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, em representação de Jean-Claude Juncker, informou hoje a Comissão Europeia.

Para o Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, "a vida de Mário Soares confunde-se com a história recente de Portugal e com episódios marcantes do processo de construção da União Europeia".

"O meu amigo Mário nunca virou a cara à luta e às responsabilidades de um democrata. (...) Foi também assim quando desempenhou com dinamismo e visão todas as funções que lhe foram confiadas pelo povo português, contribuindo decisivamente para tornar Portugal num membro indispensável da família europeia (...) Portugal e a Europa perdem um pouco de si", disse Jean-Claude Juncker, de acordo com o comunicado do órgão executivo da União Europeia.

18h21 - A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) manifestou esta segunda-feira em nota de imprensa publicada na sua página na Internet, "profundo pesar pelo falecimento do Presidente Mário Soares".

"Ao transmitir as mais sentidas condolências ao povo português pela perda de seu eminente cidadão, a CPLP exalta o histórico papel desempenhado pelo Presidente Mário Soares no estreitamento da amizade, do diálogo político e da integração entre os países de língua oficial portuguesa, que culminou com a constituição da Organização, em 17 de julho de 1996", lê-se na nota.

A organização "saúda o exemplo de homem público e estadista deixado pelo Presidente Mário Soares, que continuará a inspirar gerações de cidadãos falantes da língua portuguesa". (Lusa)

18h19 - O antigo ministro António Bagão Félix disse esta segunda-feira que Mário Soares foi o "político português que melhor soube encarar o mais profundo resultado da política" ao ter perdido com "a mesma naturalidade com que muitas vezes venceu".

"Mário Soares foi o político português que melhor soube encarar o mais profundo resultado da política, que é: saber perder é igual a saber ganhar. Ele perdeu com mesma naturalidade com que muitas vezes venceu", recordou Bagão Félix, aos jornalistas. (Lusa)

18h12 - O Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, transmitiu as suas condolências pela morte de Mário Soares numa carta que foi entregue esta segunda-feira ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pelo presidente da Assembleia Nacional de Angola, Fernando da Piedade Dias dos Santos. Na carta, recorda-o como "figura cimeira da história recente de Portugal e uma referência incontornável na luta pela instauração e consolidação da democracia na pátria de Camões".

Além disso, refere que o fundador do PS teve "uma vida dedicada inteiramente à defesa dos seus ideais", e "marcou de forma decisiva, como primeiro-ministro e Presidente da República, a vida política portuguesa na segunda metade do século XX".

"Em meu nome pessoal e em nome do Governo e do povo angolano gostaria de exprimir a vossa excelência as mais sentidas condolências por essa perda, que abre um vazio difícil de preencher", acrescenta. Lusa

18h07 - Anoitece em Belém. Várias pessoas continuam a entrar para prestar homenagem a Mário Soares. Algumas trazem consigo cravos, símbolo da revolução de Abril. Centenas de pessoas já passaram esta segunda-feira pelos Jerónimos para prestar homenagem ao antigo Presidente da República. A população pode participar no velório de Soares até à meia-noite. Maria João Bourbon

18h01 - O histórico socialista Edmundo Pedro recordou hoje os combates com o amigo Mário Soares, "sempre do mesmo lado", depois de prestar homenagem ao antigo Presidente da República no Mosteiro dos Jerónimos.

"Estivemos sempre do mesmo lado, sempre do mesmo lado", disse Edmundo Pedro aos jornalistas à saída do Mosteiro dos Jerónimos, onde está em câmara ardente o corpo do antigo primeiro-ministro e Presidente da República Mário Soares, falecido no sábado.

Edmundo Pedro recordou em particular "o combate" travado em conjunto "a seguir ao 25 de Abril, no chamado PREC [Processo Revolucionário em Curso]": "Estivemos sempre ao lado um do outro", repetiu. Para Edmundo Pedro aquilo que definiu Mário Soares foi "a luta pela liberdade, pela democracia". (Lusa)

José Carlos Carvalho

17h57 - O antigo Presidente Ramalho Eanes, que já tinha saído dos Jerónimos, voltou atrás com a mulher, para prestar declarações aos jornalistas: a “minha presença aqui hoje é de homenagem a um homem de luta política. Soares foi coautor dos mais importantes acontecimentos políticos de Portugal - da transição para a democracia, da entrada de Portugal na CEE, no estabelecimento do Estado Providência. Estive aqui hoje para homenagear esse homem.”

Não esquecendo Maria Barroso, a mulher de Eanes recorda que ao lado de Soares “esteve uma grande mulher.” E recorda o dito popular: “ ao lado de um grande homem há sempre uma grande mulher.” Maria João Bourbon

17h49 - O humorista Ricardo Araújo Pereira também está nos Jerónimos para prestar homenagem ao ex-Presidente da República. "Nunca votei em Mário Soares nem no Partido que fundou, mas vim cá prestar homenagem porque ele foi decisivo para o que é hoje Portugal", disse em declarações à RTP. "Para mim, o 25 de Abril é uma espécie de cunha. Não teria este emprego se não houvesse liberdade", acrescentou, dizendo que teve oportunidade de agradecer a Soares o combate pela liberdade quando ele o entrevistou no programa da SIC, "Esmiuça os Sufrágios", em 2010.

A propósito desse programa, Ricardo Araújo Pereira contou que, antes de Mário Soares entra lhe perguntaram se ele estava nervoso, ao que ele terá respondido: " Eu? Eu andei a debater com o Cunhal e agora estava nervoso por vir debater com o Gato Fedorento". Ana Baptista

17h47 - Assunção Cristas afirma aos jornalistas: “Independentemente de em muitos momentos termos discordado de Mário Soares” o CDS presta homenagem ao político que trouxe a Portugal a consolidação da democracia e a adesão à UE.

“Este é o momento de valorizar aquilo que obviamente reconhecemos como muito positivo, independentemente de em outros momentos termos tido posições diferentes e divergência, é mais do que justo e genuíno reconhecer esse trabalho que foi feito para que hoje possamos estar todos em liberdade, em democracia.”

17h40 - Sócrates recorda Soares como um grande homem “que se bateu, em primeiro lugar, contra a ditadura, mas foi capaz de em liberdade ter um carisma de aproximação. ” O antigo primeiro-ministro diz que Mário Soares teve uma “vida cheia, plena, realizada” e um “papel extraordinário” na política portuguesa.

Sobre as visitas de Soares a Sócrates à prisão, o ex-PM recorda-as com carinho: “Foi um homem que esteve sempre a meu lado, um grande amigo em todas as circunstâncias. Tenho por ele um carinho e amor fraternal.”

E remata: “ele nunca quis agradar a todos e isso foi muito importante nos momentos em que teve de agir contra a corrente. Soares não se importava de perder - e é isso que lhe traz a dimensão de vitorioso.”

Para Sócrates, o antigo PR foi uma figura inspiradora não só para o PS, como para todos os políticos em Portugal, sendo talvez o político nacional mais carismático do século XX.

“A amizade foi sempre um presente de Mário Soares”, disse Sócrates aos jornalistas. “O país vê o desaparecimento de Soares como se perdêssemos uma parte de nós. (...) Formou este partido (PS) com base na coragem e vontade.” Maria João Bourbon e Liliana Coelho

17h39 - Silva Pereira também já chegou aos Jerónimos. O ex-ministro de José Sócrates lembrou "a coragem inspiradora" de Mário Soares, não só do PS mas também dos democratas. "A democracia faz-se dos seus protagonistas ", disse, acrescentando que a morte de Mário Soares não é o fim de uma era, porque ele "deixa uma marca que não se apará" desde que saibamios cuidar dela. "Os políticos que estiveram nos dias quentes da revolução ficarão para a história, mas creio que continua a ser uma inspiração e não acaba aqui coisa nenhuma. Silva Pereira destacou ainda que o país está a expressar "uma imensa gratidão a Mário Soares pelas suas lutas". Ana Baptista

17h32 - António José Seguro disse à saída dos Jerónimos: “Considero que Soares foi o principal obreiro de Portugal.” Destaca quatro aspetos principais da vida de Mário Soares: a luta contra a ditadura, a fundação do PS, a opção pela democracia e a opção europeia.

“Nós tivemos as nossas divergências porque tínhamos uma coisa em comum: pensávamos ambos pela nossa cabeça. Mas tudo isso é pequenino no dia de hoje. Foi isso que vim cá fazer com a minha mulher.”

A minha homenagem principal é lembrar que foi um homem que em todas as épocas soube bater-se pela liberdade. Soares foi um homem de causas, capaz de criar consensos depois das rotinas.” Maria João Bourbon

17h16 - O compositor António Vitorino de Almeida também veio prestar homenagem a Soares. Recorda-o como “um homem extremamente divertido e bem-disposto”. “Sempre foi um vencedor, perder não era com ele.” Maria João Bourbon

17h05 - Sampaio da Nóvoa está a entrar nos Jerónimos. Também aguarda na fila dos populares, onde continuam a chegar pessoas para prestar homenagem a Soares. Maria João Bourbon

17h - José Sócrates acaba de entrar nos Jerónimos. Espera na fila destinada aos populares. Maria João Bourbon

Marcos Borga

16h50 - O ex-secretário-geral da UGT João Proença recordou esta segunda-feira Mário Soares como uma "pessoa muito atenta aos problemas dos trabalhadores", lembrando o dia em que o antigo Presidente da República aceitou reunir-se com os sindicados em plena greve geral.

"Lembro-me sempre da greve geral de 1988. Ele era Presidente da República, era um momento muito difícil e os sindicatos precisavam de manifestação de apoio. Ele disse para irem reunir-se com ele à Guarda numa presidência aberta em que ele estava", recordou João Proença.

O ex-secretário-geral da União Geral de Trabalhadores e socialista João Proença falava aos jornalistas à entrada para o Mosteiro dos Jerónimos, onde o corpo de Mário Soares está em câmara ardente. (Lusa)

O antigo Presidente da República acompanhado pela mulher

O antigo Presidente da República acompanhado pela mulher

Marcos Borga

16h45 - Ramalho Eanes saiu dos Jerónimos sem prestar declarações aos jornalistas.

Um pouco mais tarde, em declarações à RTP, Eanes disse que a morte de Soares não exige uma reflexão sobre da sociedade civil, porque essa reflexão "deve ser uma constante" e "é indispensável".

16h37- Augusto Santos Silva voltou esta segunda-feira a Portugal para prestar homenagem a Soares. Questionado sobre se a ausência de António Costa é uma mancha neste dia, Santos Silva responde que não. “Soares decerto compreenderia que Costa está a cumprir o seu dever no estrangeiro.” Santos Silva recorda Soares como “um dos líderes mundiais mais importantes no tempo em que viveu”, que nunca se conformou.

“Nos anos 70 e 80 criticou o radicalismo de esquerda, nas décadas seguintes o radicalismo da direita.”

“No 25 de Abril ficámos muito contentes, mas achavámos que não podiamos passar da revolução e o dr. Soares achava o contrário, que uma democracia plural, europeia era uma condição sine qua non e ainda bem que venceu esta batalha.” Maria João Bourbon e Liliana Coelho

16h32 - Prestar uma última homenagem ao antigo Presidente da República Mário Soares, cujo corpo está em câmara ardente no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, demora meia hora, com as filas a manterem-se idênticas ao longo da tarde.

Sem queixas nem reclamações, exceto só haver uma entrada (junto do Museu de Arqueologia) para poder depois entrar no mosteiro, centenas de pessoas estão a passar junto da urna com os restos mortais de Mário Soares, em silêncio mas sem outras manifestações de pesar. Ao longo da tarde as filas têm sido constantes.

Desde o início e até se chegar à entrada do Mosteiro demoram-se 15 minutos, sendo necessários outros 15 para chegar junto da urna, na sala dos Azulejos e ladeada de uma guarda de honra. (Lusa)

15h50 - Francisco Louçã deixa o Mosteiro dos Jerónimos recusando prestar declarações aos jornalistas. O antigo líder do Bloco de Esquerda disse apenas: “Vim-me só despedir. Hoje não é dia para acrescentar mais palavras.” Maria João Bourbon

Tiago Miranda

15h30 - Depois de ter cumprimentado João e Isabel Soares, filhos do antigo Presidente da República, Pedro Passos Coelho (na foto em cima) disse aos jornalistas: “Esta é uma oportunidade para o país poder prestar uma homenagem merecida e justa. Como presidente do PSD e como cidadão quis prestar esta homenagem enquanto o seu corpo está em câmara ardente. Todas as pessoas têm tido a oportunidade de exprimir os seus sentimentos em relação a Soares.” Sobre os momentos vividos com Mário Soares, Passos preferiu não falar: "Recordo muitos porque tive a possibilidade de conhecê-lo em 1984 quando ele era primeiro-ministro e desde aí encontramo-nos em múltiplas ocasiões. Mas hoje não é o momento para contar essas histórias. É o momento para falar do que foi a vida de Mário Soares.” Maria João Bourbon

15h11 - Em declarações aos jornalistas à saída do Mosteiro dos Jerónimos, Manuel Alegre afirmou: “"Ele [Mário Soares] não desaparece, ele fica na memória, na nossa e na memória do povo português e de todos aqueles que prezam os valores que ele ajudou a implantar no país, a liberdade, a democracia, a justiça social e a tolerância”. O histórico socialista defendeu ainda a necessidade de transmitir a memória de Mário Soares, porque os mais jovens nunca viram o antigo Presidente da República “na plenitude da sua atividade política”. "É preciso contar-lhes o que foi a sua luta pela resistência, as prisões que sofreu, a deportação a que foi sujeito por ordem de Salazar, o exílio, depois o regresso, os combates que travou aqui para defender de novo a liberdade. Toda a vida dele que foi uma vida de combate, de grande combate, grande determinação e sobretudo coragem", disse. (Lusa)

15h10 - O ex-líder do CDS Diogo Freitas do Amaral está impedido de participar nas cerimónias fúnebres do antigo presidente da República Mário Soares, devido a ter sido submetido a "uma intervenção urgente na coluna dorsal", informou esta segunda-feira o seu gabinete.Freitas do Amaral teve de ser submetido a "uma intervenção urgente na coluna dorsal, no fim de semana passado, pelo que está em casa em repouso completo o que o impede de sair de casa e participar nas cerimónias fúnebres de hoje e de amanhã [terça-feira], respeitantes ao Dr. Mário Soares, o que muito lamenta", lê-se na nota do gabinete de Freitas do Amaral. (Lusa)

José Carlos Carvalho

14h50 - À saída dos Jerónimos, o secretário-geral do PCP não deixa de referir “as divergências profundas” com o antigo chefe de Estado: “A revolução de Abril trouxe muita luta onde esteve envolvido o Partido Comunista e obviamente Mário Soares.” Jerónimo de Sousa (na foto em cima) disse ainda que “a história não se apaga mas cada um tem a sua visão da história. A história é escrita pelos vencedores. Mas nós temos uma visão diferente da mesma”.

14h45 - Álvaro Beleza, médico e antigo membro da direção do Partido Socialista, definiu Soares como “um homem extraordinário”, acrescentando: “Ele é maior que Portugal. Não há estadistas à altura de Mário soares. Portugal precisa de grandes estadistas que vão contra a corrente e Mário soares foi contra a corrente antes do 25 de Abril.”

13h37 - “Mário Soares transcende as fronteiras do PS. É de todos os portugueses e de todo o mundo”, diz o deputado socialista Pedro Delgado Alves à porta da Sala dos Azulejos do Mosteiro dos Jerónimos, onde o corpo de Mário Soares está a ser velado.

Minutos após o fim da cerimónia que antecedeu a entrada da urna para a Sala dos Azulejos, a fila para os cidadãos que pretendem prestar uma última homenagem ao antigo Presidente da República tinha já mais de uma centena de pessoas.

13h22 - Antes da abertura da câmara ardente ao público, as duas mais altas figuras do Estado - o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues - acompanharam a chegada da urna ao Mosteiro dos Jerónimos, num momento reservado à família, a quem apresentaram os seus pêsames.

13h10 - Um longo aplauso recebeu o cortejo fúnebre nos Jerónimos, onde os populares voltaram a gritar “Soares é fixe”. A urna está agora a ser levada para o interior do Mosteiro, ao som da marcha fúnebre

13h01 - A família sai dos carros e segue a urna. Os últimos 100 metros do percurso são feitos a pé atrás da urna de Soares, que segue para o interior do Mosteiro aos ombros de seis militares da GNR.

12h55 - Cerca de mil militares dos três ramos das Forças Armadas estarão envolvidos nas cerimónias fúnebres do antigo Presidente da República, Mário Soares, entre hoje e terça-feira.

Para além dos militares da GNR, que têm a responsabilidade da escolta ao cortejo fúnebre e honras militares à chegada ao Mosteiro dos Jerónimos, a Marinha, a Força Aérea e Exército destacaram ao todo aproximadamente mil militares para as cerimónias.

De acordo com o porta-voz do Estado-Maior General das Forças Armadas, Hélder Perdigão, seis militares da Academia Naval, Academia Militar e da Academia da Força Aérea prestarão honras de câmara ardente na Sala dos Azulejos do Claustro do Mosteiro dos Jerónimos, onde o corpo ficará em até à meia-noite. (Lusa)

12h48 - O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, acaba de chegar ao Mosteiro dos Jerónimos. Quase em simultâneo chegou também o presidente do PS, Carlos César.

Marcelo Rebelo de Sousa posicionou-se em frente à parada e ouviu o hino de Portugal, aplaudido no fim pelas centenas de populares que aguardam, nas imediações do Mosteiro dos Jerónimos, a chegada do cortejo fúnebre.

José Carlos Carvalho

12h42 - Centenas de populares aguardam em silêncio a chegada do cortejo ao Mosteiro dos Jerónimos, onde está já também o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues. Ministra da Presidência, Maria Manuel Leitão Marques, já saudou a parada da GNR que se posicionou para a recepção ao armão que traz a urna de Mário Soares. O corpo do antigo presidente será velado nos Jerónimos até amanhã, terça-feira, antes de seguir para o cemitério dos Prazeres.

DR

Luís Barra

12h57 - O ex-presidente do Governo espanhol e ex-líder do PSOE, Felipe Gonzalez, lidera a delegação dos socialistas espanhóis que terça-feira estará no funeral do antigo chefe de Estado português Mário Soares.

Fonte dos socialistas espanhóis revelou esta segunda-feira à agência Lusa, em Madrid, que a delegação terá ainda Ricardo Cortés (responsável pelas relações externas do partido), Rodríguez Ibarra (ex-presidente da Região Autónoma da Estremadura) e Ignacio Sanchez Amor (deputado e porta-voz socialista da Comissão UE do Congresso dos Deputados).

O líder histórico do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol), Felipe Gonzalez, prestou no sábado homenagem ao ex-presidente português num comunicado em que começa por considerar que "Mário Soares era, antes de mais, um amigo" e que "por isso é difícil falar na sua ausência".

"No momento da sua morte, a melhor homenagem a este patriarca da Democracia portuguesa, é recordar a sua firmeza, a sua coragem política, inclusivamente nos momentos em que muitos baixaram os braços e viram como inevitável a chegada de uma ditadura militar comunista", escreveu em seguida.

Felipe Gonzalez foi secretário-geral do PSOE entre 1974 e 1997 e presidente do Governo espanhol entre 1982 e 1996, tendo tido um papel político fulcral a partir da instauração da democracia em Espanha em 1977. (Lusa)

12h05 - Todas as distritais e secções do Partido Socialista espalhadas pelo país colocaram à disposição livros de condolências para as pessoas poderem prestar uma última homenagem ao antigo Presidente da República Mário Soares, falecido no sábado.

Fonte do PS avançou à Lusa a informação de que à semelhança do que acontece desde domingo no Largo do Rato, na sede nacional do Partido Socialista, foram colocados por todas as distritais e secções do partido livros de condolências.

Alguns milhares de pessoas passaram desde a manhã de domingo pela sede do PS, em Lisboa, para assinar o livro de condolências pela morte de Mário Soares, fundador do Partido Socialista. (Lusa)

11h53 - “Coragem, tolerância e convicção”, as palavras escolhidas por Fernando Medina, o presidente da Câmara de Lisboa, para recordar Mário Soares. Ouvido pelos jornalistas na Praça do Município, após a saída do cortejo fúnebre, Medina lembrou também a “capacidade de Soares unir os portugueses”

Muitos populares aguardam já a chegada do cortejo fúnebre ao Mosteiro dos Jerónimos

Muitos populares aguardam já a chegada do cortejo fúnebre ao Mosteiro dos Jerónimos

DR

11h50 - Cortejo fúnebre segue agora com um ritmo mais lento, a caminho do Mosteiro dos Jerónimos, onde deve chegar cerca das 13h.

11h39 - Caixão foi já transportado para o armão militar, conforme previsto

11h35 - O cortejo fúnebre acaba de chegar aos Paços do Concelho. Ouvem-se, de novo, muitos aplausos

11h26 - O presidente da Assembleia Nacional de Angola , Fernando da Piedade Dias dos Santos chegou esta manhã à Lisboa, para representar o país nas cerimónias fúnebres do ex-presidente de Portugal Mário Soares.

O Presidente da Assembleia Nacional é portador de uma mensagem do Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, dirigida ao seu homólogo, Marcelo Rebelo de Sousa, em que expressa “profunda consternação” pela morte de Mário Soares, considerando-o “figura cimeira da história recente de Portugal e uma referência incontornável na luta pela instauração e consolidação da democracia na Pátria de Camões”.

Na mensagem, o Chefe de Estado Angolano, José Eduardo dos Santos, exprime em seu nome pessoal, do governo e do povo angolano as mais sentidas condolências por essa perda, que “abre um vazio difícil de preencher”.

11h15 - À passagem pelo Colégio Moderno, o carro fúnebre foi recebido com aplausos por largas dezenas de populares, alunos, professores e funcionários. Quando o carro seguiu, os aplausos intensificaram-se e alguém gritou "Obrigada". O cortejo, acompanhado por escolta motorizada, segue agora para a Câmara Municipal de Lisboa.

11h07 - Entre aplusos, começa o cortejo fúnebre

11h03 - Chegou ao Campo Grande o carro funerário, momento aplaudido pelos populares. Alguns gritam mesmo um slogan que ficou célebre: “Soares é fixe”. Mas logo o silêncio, que foi a nota dominante na rua, durante a espera, volta a imperar, em redor do carro que transporta o caixão envolto numa bandeira de Portugal.

Escolta de Honra da GNR com 84 cavalos vai acompanhar a urna, a partir dos Paços do Concelho

10h58 - Reunida à porta de casa onde viveu Mário Soares, a família aguarda a chegada do carro fúnebre, que está já a caminho do Campo Grande. À medida que se aproxima a hora prevista para o início do cortejo, mais populares vão chegando, para prestarem a sua homenagem ao antigo Presidente da República.

10h40 - O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, desloca-se a Lisboa na terça-feira, para marcar presença no funeral do antigo Presidente da República Mário Soares e prestar homenagem a uma "extraordinária figura política", que considera "uma inspiração".

"Amanhã estarei em Lisboa para a cerimónia fúnebre oficial e para prestar homenagem a esta extraordinária figura política", disse esta segunda-feira Schulz, numa declaração enviada à Lusa pelo seu gabinete.

O presidente do Parlamento Europeu reagira logo no sábado à morte de Mário Soares, considerando que Portugal e a Europa perderam "um grande estadista, um visionário, um pragmatista, um reformista, um lutador e um democrata".

"Para mim, Mário Soares é mais que uma figura histórica. Ele é uma inspiração. Promoveu a liberdade, a igualdade e a dignidade em Portugal e mais além. O seu legado vai perdurar", declarou Martin Schulz, também ele pertencente à família socialista europeia. (Lusa)

10h32 - Isabel e João Soares, os filhos do antigo Presidente da República, estão já no Campo Grande. Juntamente com Eduardo Barroso, sobrinho do ex-Presidente, entraram no prédio onde viveram os pais, acompanhados por familiares, cumprindo o curto trajecto pela rua com várias pausas motivadas pelas sucessivas interpelações dos populares para apresentarem as suas condolências.

Marcos Borga

10h25 - A Câmara de Lisboa decidiu dispensar, até ao meio-dia desta segunda-feira, os trabalhadores da autarquia que queiram assistir à homenagem prestada ao antigo chefe de Estado português Mário Soares que decorre na Praça do Município a partir das 11h.

Num 'e-mail' enviado aos funcionários, e ao qual a agência Lusa teve acesso, o município informa que irá ocorrer, "junto ao edifício dos Paços do Concelho, a trasladação da urna do antigo Presidente da República Mário Soares - do carro fúnebre para o armão militar - que a transportará em cortejo até ao Mosteiro dos Jerónimos".

"Todos os trabalhadores que desejarem assistir a este momento de homenagem na Câmara Municipal de Lisboa, que ocorrerá a partir das 11h, deverão comparecer na Praça do Município até às 10h45, estando dispensados do serviço até às 12h", refere a mesma nota.

A autarquia ressalva, contudo, que se excetua desta dispensa "os trabalhadores dos serviços considerados essenciais, que em função da sua natureza devam manter-se em funcionamento". (Lusa)