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Política

Ramalho Eanes faz declaração às 17h30 sobre a morte de Soares

O ex-Presidente Ramalho Eanes diz que o voto é uma manifestação de Democracia "indiscutível e insubstituível"

Alberto Frias

O ex-Presidente da República António Ramalho Eanes, faz uma declaração às 17h30 sobre a morte de Mário Soares. Dos três ex-PR que estão vivos é o único que ainda não falou. Jorge Sampaio e Cavaco Silva lamentaram a partida de Soares durante a tarde de sábado

O ex-Presidente António Ramalho Eanes faz uma declaração aos jornalistas às 17h30. Dos três ex-Presidentes da República vivos, Eanes é o único que ainda não reagiu à morte de Soares.

Eanes e Soares nem sempre tiveram relaçãoes fáceis no tempo que o general exerceu o cargo de PR e Mário de Soares o de primeiro-ministro. António Ramalho Eanes foi eleito pela primeira vez a 27 de junho de 1976, e teve o apoio do secretário-geral do Partido Socialista, Mário Soares.

Durante o primeiro mandato de Ramalho Eanes, Soares foi primeiro-ministro dos I e II Governos Constitucionais, entre julho de 1976 e agosto de 1978. Sucedem-se três Governos de iniciativa presidencial [Nobre da Costa, Pintasilgo e Mota Pinto], e um Governo da Aliança Democrática, chefiado por Francisco Sá-Carneiro.

A primeira vinda do FMI a Portugal acontece durante os Governos chefiados por Mário Soares.

Soares não apoiou recandidatura de Eanes

Mário Soares autossupendeu-se [temporariamente] do cargo de secretário-geral do PS por não apoiar a candidatura de Eanes a um segundo mandato. O PS apoiou Eanes e participou na campanha, Soares mudou de ideias a meio do processo.

Eanes venceu as eleições de 7 de dezembro de 1980 com 56% e Soares. A relação entre os dois continuaria a ser tensa, nomeadamente quando Soares regressa à chefia do IX Governo em 1983.

Nos últimos anos houve uma descrispação entre os dois ex-Presidentes.