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Marques Mendes: Nacionalização do Novo Banco “é um perigo”

O comentador da SIC lembra que o resultado pode ser idêntico ao caso do BPN. “Ainda estamos a pagar a fatura”, afirmou este domingo

Luís Marques Mendes considera que a nacionalização do Novo Banco "é um perigo", segundo afirmou este domingo durante o seu habitual comentário na SIC. "Nacionalização é, muitas vezes, sinónimo de desperdício."

Um dos três riscos que identifica é a possibilidade de "dar o mesmo efeito" da nacionalização do BPN, que "começou por ser um caso de polícia" e acabou como um "desastre financeiro". "Ainda estamos a pagar essa fatura."

O segundo risco é o facto de a nacionalização "implicar que o Estado aumente o capital" do banco, o que afeta "o défice, a dívida e as contas do Estado".

Em terceiro lugar, "Bruxelas provavelmente opõe-se", afirmou Marques Mendes, lembrando ser público que em junho, por carta, o Governo "comprometeu-se" com a venda ou liquidação do Novo Banco, afastando a sua nacionalização.

"Mesmo se disser que sim, Bruxelas pode impor operações de reestruturação operacionais do Novo Banco tão fortes e tão pesadas, quer do ponto de vista social, quer do ponto de vista financeiro, que são semelhantes à liquidação", concluiu.

O comentador elogiou a atitude do Banco de Portugal e do Governo, esta semana, defendendo que "estiveram bem". O elogio deve-se ao facto de o Banco de Portugal ter dito que "apesar de haver um favorito, as negociações devem continuar", explicou Marques Mendes. O elogio ao Governo passa por ter estabelecido uma "linha vermelha" ao dizer que é preciso vender o banco, "mas não com o risco de afetar as contas públicas".

Sem querer avançar sobre quais as "outras alternativas" que diz existirem para o Novo Banco, o antigo líder do PSD salientou ser necessário ter "muito cuidado" com a situação do banco.