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Marcelo: “Vamos vencer o combate da imortalidade do seu legado”

“No que era decisivo ele foi sempre vencedor”. Marcelo Rebelo de Sousa elogiou a personalidade “determinante a criar a nossa democracia” e prometeu que o país “estará com ele no derradeiro combate, o da imortalidade do seu legado”

O Presidente da República reagiu em Belém, numa mensagem breve e incisiva, à morte de Soares, um “homem que no que era decisivo foi um vencedor” e cujo legado - “o combate por um Portugal livre, uma Europa livre, um mundo livre” - Marcelo se comprometeu a assumir como um legado a imortalizar.

“Terminada a penúltima pugna da sua vida - afirmou o Presidente - resta a Mário Soares, como inspirador, travar o derradeiro combate, aquele em que estamos todos com ele, o combate pela duradoura liberdade com justiça na nossa pátria comum”. Assumindo o objetivo “da imortalidade do seu legado”, Marcelo Rebelo de Sousa antecipou que “vamos vencer, porque dele nunca desistiremos”.

O Presidente da República passou em revista os momentos-chave - “as imagens únicas que ninguém pode esquecer” - em que Soares foi decisivo para a democracia portuguesa. Desde os tempos do combate pela liberdade, quando “se viu perseguido, preso e deportado”, quando esteve ao lado de Humberto Delgado, quando chegou a Santa Apolónia, quando discursou na Fonte Luminosa, quando debateu com Álvaro Cunhal, quando defendeu a liberdade “nos anos conturbados da revolução”, quando se dispôs a “servir o país como primeiro-ministro em duas crises financeiras”, quando “com tenacidade” ganhou as presidenciais.

O Presidente dos afetos lembrou “o calor irrepetível de Mário Soares na suas Presidências Abertas”. E prosseguiu na lista das imagens "únicas" que fazem o filme da vida política do ex-Chefe de Estado, “no diálogo com gentes da cultura”, na #defesa pela independência de Timor", “na presença na manifestação contra a intervenção no Iraque”.

“O homem foi sempre o mesmo”, disse Marcelo. “E a causa também foi sempre a mesma: a liberdade”. Como “todas as personalidades de eleição”, sublinhou Marcelo, Mário Soares “conheceu glórias e revés”. Mas foi sempre o guardião "da verdadeira liberdade, num quadro de verdadeiro socialismo democrático, lusíada, europeu, atlântico, universalista e progressista”.

No adeus a Soares, Marcelo posicionou-se como guardião deste legado: "Nunca desistiremos, como Soares nunca desistiu de Portugal, da Europa e do mundo livre".