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Manuel Alegre lamenta a perda do “último grande estadista europeu”

Manuel Alegre, em declarações ao Expresso, explica que partiu com Mário Soares uma parte muito importante da sua vida e lembra o amigo como o “grande construtor da democracia portuguesa”

A morte de Mário Soares, o histórico socialista, foi anunciada este sábado ao início da tarde. Desde esse momento, tentamos obter uma reação por parte de Manuel Alegre, camarada, cúmplice e outro dos “pais” do Partido Socialista. Sem sucesso, decidimos respeitar o momento de luto. Até que o poeta e antigo candidato presidencial - que ombreou com o amigo Soares nas eleições de 2006 – devolveu a chamada para explicar que não pretende prestar declarações à comunicação social, mas fez questão de deixar algumas palavras ao Expresso neste momento “difícil”.

“É um dia de luto. Partiu com o Mário Soares uma parte muito importante da minha vida, da resistência e do combate pela democracia”, começou por dizer Manuel Alegre.

No plano político, Alegre, não tem dúvidas sobre a relevância do papel desempenhado por Soares na luta pela conquista da liberdade e estabilização do processo democrático em Portugal.

“É a perda do último grande estadista europeu”, classifica de forma perentória o política de 80 anos. “É o grande construtor da democracia portuguesa”, acrescenta.

Manuel Alegre destaca igualmente a relação pessoal “inabalável” que sempre mantiveram, mesmo na época em que foram adversários, como nas eleições presidenciais de 2006. “Fomos sempre amigos e cúmplices no essencial”, assegura.